A mudança não tem mais volta

A caixa de pandora da JBS foi aberta e devem sobrar poucos para contar a história. Na verdade, deputados e senadores não podem nem ver homens de preto que já ficam com medo. O trabalho da Polícia Federal, em conjunto com o Supremo e o Ministério Público Federal tem resultado em escândalos, prisões, delações premiadas e gastos estratosféricos com o dinheiro público. Como diria um velho conhecido, nunca na história desse País viu-se tantos absurdos.

Empresas como Petrobras, BNDES, Caixa Econômica Federal, entre outras, foram transformadas em provedoras infinitas de corrupção. Bilhões de reais foram desviados e só as investigações estão conseguindo conter a sangria. Dificilmente teremos o mesmo Brasil, após o término de todos esses epiosódios. Principalmente com relação aos políticos que estávamos acostumados a ver no cenário nacional.

A cada empresa beneficiada irregularmente vemos o quanto os desmandos levaram o País ao estágio atual. Isso porque os agrados milionários nunca tinham vínculo de investimento ou de criação de grupos fortes frente ao comércio internacional. Os acordos espúrios criaram grandes tetas cujo produto gerado por elas foi sugado até as entranhas. Portanto, é um recomeço e nós estamos pagando a conta de tudo o que nos é mostrado agora.

Os movimentos sociais irão se acirrar e diversas manifestações vão tomar o Brasil. Para todos que querem um País mais justo e digno, é importante que tenham em mente o funcionamento do sistema político vigente. Teremos eleições em 2018, independente do que pode acontecer com o mandato de Michel Temer. Caso haja mudança na Constituição, e eleições diretas, ou mesmo uma escolha indireta comandada pelo Congresso, a nossa responsabilidade como cidadãos não muda. Ou escolhemos pelo voto ou cobramos aqueles que elegemos para indicar o melhor.

Brasileiros veem estarrecidos os acontecimentos cada vez mais sórdidos, com pessoas sem escrúpulos ostentando carreiras de defensores do povo no Legislativo e no Executivo. Infelizmente, após a posse de cada político, viramos meros espectadores de uma realidade que parece estar muito distante de nós. É como se eles, protegidos por uma bolha anti-ruído, não ouvíssem as panelas batendo e muitos menos as súplicas por um País melhor.

Desde os escândalos envolvendo os estádios da Copa, passando pelas negociatas entre Fifa e CBF, vemos nossa economia se esfacelando. Mesmo assim, financiamos obras de outros países e empresas como as de Eike Batista. Com o nosso dinheiro tudo é possível, não importa como. Pode ser dividido em malas, em remessas para bancos em paraísos fiscais ou pode ir direto para a conta de laranjas.

Está difícil acompanhar as notícias enquanto brasileiro. Porém, o País já passou por diversas crises e conseguiu sair delas. A diferença agora é que enxergamos grande parte das atitudes que só era vista por quem estava atrelado ao processo de corrupção. Sendo assim, temos o direito e o dever de mudar profundamente a história que se inicia nas próximas eleições, sejam elas quando forem.

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