A temida fase dos porquês

A temida fase dos porquês

Um filho é sempre uma grande alegria: suas roupinhas, sua carinha, seu jeitinho de descobrir o mundo. Mas, de repente, ele começa a falar e perguntar: por quê? Será que para os pais esta etapa é tão esperada assim? Será que eles sabem o que fazer? Como responder a todos os questionamentos dos pequenos? Como falar de assuntos delicados como sexo, educação e limites? O que fazer na fase dos porquês?
Realmente é uma fase complicada para os pais que, por um lado, querem ter uma relação de confiança com os filhos e ao mesmo tempo não sabem qual é o limite para responder aos questionamentos das crianças.

PERCEPÇÃO AGUÇADA
“Por volta dos dois a três anos, as crianças começam a falar e perceber o que está ao seu redor e que não existe somente a mãe e o pai. Nessa fase também se iniciam algumas atividades em grupo, vão à escola, passam a perceber as diferenças do corpo de menino e de menina”, observa a psicóloga comportamental Paula Pessoa Carvalho.

Ela explica que os pequenos estão em uma fase do desenvolvimento de autonomia do corpo. “Começam a comer sozinhos, a tirar a fralda. Também começam a ficar curiosas sobre o que não entendem e fazem perguntas que são das mais variadas. No início os questionamentos são: o que é isso? Podendo ser um objeto ou algum lugar do corpo. Neste momento os pais devem ser muito claros com as crianças, respondendo o que foi perguntado, falando, por exemplo, que  isso é uma boneca, isso é uma bola, isso é sua mão e esse é o seu pé”, orienta.

A FASE DO “COMO?”
Segundo a psicóloga, quando essa fase é solucionada para as crianças, com muita tranquilidade e verdade os pequenos passam para a próxima fase que é a de “como?”. Primeiro eles perguntam: como eu nasci? Como fui parar dentro da sua barriga? Como é essa brincadeira? Como é a escola?  Já na fase dos porquês: por que eu vou ao médico, por que tenho que tomar o remédio?  Por que eu nasci? Nesse momento os pais começam a ficar encabulados com algumas perguntas, com duvidas se devem respondê-las  ou não e qual é o limite.
“Primeiro temos que lembrar que nesta fase a criança precisa ter uma fonte de informação segura. Se ela está perguntando é porque não sabe e precisa tirar suas dúvidas com pessoas que confia para que comece a compreender as coisas e fique menos ansiosa em relação a tudo”, ressalta.

SEMPRE A VERDADE
Paula enfatiza que os pais, por sua vez, devem sempre ouvir exatamente a pergunta e responder somente o que foi perguntado, sem pular fases ou responder outra coisa que a criança ainda não perguntou. Sempre usando a verdade, sendo diretos e usando termos corretos.

“Os pais podem ficar tranquilos com as perguntas, pois, se as crianças obtiverem respostas verdadeiras e diretas não perguntarão novamente já que sua dúvida foi sanada e uma última dica importante, a criança só pergunta sobre aquilo que está preparados para ouvir a resposta. Então não tenha medo de responder as dúvidas do seu filho, isso faz parte de seu desenvolvimento”, conclui.

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