ADOLESCÊNCIA – Atividades físicas ajudam a prevenir dependência química

ADOLESCÊNCIA – Atividades físicas ajudam a prevenir dependência química

O consumo de drogas é um problema que vem afetando uma enorme parcela de adolescentes e jovens brasileiros. Segundo o último Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, divulgado pela Universidade Federal de São Paulo, 442 mil adolescentes (entre 14 e 18 anos) já tiveram experiência com cocaína, pó refinado ou apenas droga fumada (crack e óxi).

Apesar de o Brasil ser considerado o maior mercado de crack do mundo e o segundo de cocaína, a fisiologista Luciana Mankel lembra que o País também está entre os primeiros em maior número de academias do mundo. “A atividade física deveria servir como estratégia de promoção à saúde, tanto para os dependentes químicos quanto para os que não consomem”, diz.

SOCIALIZAÇÃO
A atividade física é uma forma de proporcionar ao adolescente uma oportunidade de socialização, autoestima, autoconfiança e desinibição. “No Brasil, é possível ver a cada dia uma maior procura e interesse da população em realizar algum tipo de atividade, e isso deve ser ainda mais motivado na fase jovem”, explica Luciana.

Na adolescência, existem diversas transformações psicológicas, biológicas, sociais e culturais. Por isso, o recomendado são atividades físicas que incluam jogos, brincadeiras, exercícios aeróbios e esportes. “É um período de muitas mudanças e há a necessidade de realizar atividades desafiadoras, lúdicas e divertidas. Caso contrário, esse público talvez fique desmotivado e desista”, explica a fisiologista.

Além disso, as atividades para jovens ajudam a trabalhar a coordenação motora, equilíbrio, força muscular, aptidão cardiorrespiratória e flexibilidade. Portanto, o primeiro contato com atividade física acontece na infância e, consequentemente, em casa.

Os pais são os principais incentivadores dos filhos e devem saber a forma correta de fazer isso. “Teremos adultos melhores quando as atividades físicas forem praticadas desde cedo. O esporte equilibra, disciplina e educa”, finaliza Luciana.

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