BAR NO TATUAPÉ – Moradores criticam omissão por jovens que se drogam na rua

BAR NO TATUAPÉ – Moradores criticam omissão por jovens que se drogam na rua

A última reunião do Conseg Tatuapé, realizada na segunda-feira, 19, foi marcada pela indignação de moradores com as situações presenciadas por eles na Rua Itapura, esquina com a Rua Emilio Mallet. Segundo as informações, de sexta até domingo um bar promove a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade, mesmo estando próximo a uma escola estadual.

EMBRIAGUEZ
Fora do comércio, além da embriaguez dos jovens, os vizinhos afirmam terem visto o uso de pipetas de cocaína. De acordo com os moradores também, meninos e meninas dividem um litro de cachaça entre vários copos e depois misturam com outra bebida mais doce.

Cruzamento rua Itapura x Emilio Mallet

Cruzamento rua Itapura x Emilio Mallet

E os problemas não param por aí. As calçadas da esquina ficam repletas de mesas e cadeiras. Quando não há mais espaço, os frequentadores do bar ocupam o outro lado de uma das ruas. O passeio também ganhou um sofá e duas mesinhas. Sem contar que parte da rua é “reservada” com cones e correntes.

NARGUILÉ
Outra moradora, que preferiu não se identificar, por conta das ameaças, afirmou reconhecer as dificuldades da 1ª Cia. do 8º Batalhão da PM, com falta de policiais e de viaturas, porém declarou ter visto grupos com adolescentes de 15 a 19 anos, em média, fazendo sexo na rua. Além disso, eles formam rodas para dividir o uso de narguilé. Diante de tantas irregularidades, os moradores já registraram pelo menos dois boletins de ocorrência no 30º DP – Tatuapé.

DELEGADO
Para o delegado titular do 30º DP, Renato Felisoni, as atividades ilegais que podem ser enquadradas como crime são a venda de bebida alcoólica para menores e a possível inclusão de drogas no narguilé. Ele lembrou que há dois inquéritos contra o bar, contudo existe um trâmite burocrático até a conclusão deles. “Enquanto isso, nada impede os vizinhos de ligarem na delegacia para a realização de um flagrante”, indica.

COMANDANTE
Já o comandante da 1ª Cia. do 8º BPM/M, capitão Fábio Pellegrini, avisou que teria uma conversa com o dono do estabelecimento em questão e também iria orientar seus policiais para agirem de maneira contundente diante dos fatos apresentados. “Nossa operação terá como objetivo diminuir o número de jovens no local para tranquilizar os moradores”, avisa.

SUBPREFEITO
O subprefeito da Mooca, Evando Reis, se comprometeu a verificar a questão do bar. Ele explicou que as ações administrativas são feitas por etapas.  “Os fiscais autuam e dão um prazo para o dono regularizar o local. Caso não sejam atendidas as exigências, vem a multa. Em último caso, após um tempo estabelecido pela Prefeitura, o comércio é lacrado”, ressalta.

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