Brasil precisa organizar economia

O ano começou quente para os políticos, principalmente por conta das investigações da Lava Jato. No entanto, os brasileiros esperam pelo aquecimento da economia, já que não são culpados pela corrupção em julgamento.

Após a demissão de vários ministros, o presidente Michel Temer precisa recuperar uma base aliada em frangalhos. Isso porque é com ela que importantes projetos serão votados e, além disso, esperamos que os parlamentares também reflitam no tocante a outros planos, com o intuito de aliviar a pressão atual sobre empresários e trabalhadores.

De acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o País está se recuperando de maneira gradual. Porém, as medidas de reestruturação precisam ser acompanhadas de uma postura séria e honesta do Congresso e do Senado.

Nossos políticos devem abrir os olhos para a nova realidade econômica que se apresentará nos próximos anos, segundo especialistas. Conforme economistas, existe uma tendência mundial na qual os países mais ricos terão como base o protecionismo à sua produção interna.

Nesse sentido, Estados Unidos, China, Japão e países da Europa deverão criar medidas relativas a aumento de impostos sobre seus produtos de exportação para fortalecer suas economias. Analistas apostam, ainda, que os acordos entre o Brasil e o resto do mundo sejam bilaterais. Ou seja, nós teremos que ter hábeis negociadores para não perdermos dinheiro e sermos explorados, como tem ocorrido com os países em desenvolvimento.

Além disso, o Brasil, como principal representante da América Latina, terá de comprovar a ocorrência de um princípio de estabilidade, visto que nossa imagem lá fora está péssima. Em decorrência dessa realidade, nós necessitamos recuperar a produção a partir do fortalecimento dos postos de trabalho. Para isso, há a urgência da diminuição de impostos que sobrecarregam os preços de equipamentos, máquinas e insumos. Ainda nessa esfera, a carga tributária sobre os serviços também deve ser reavaliada, pois a mesma sempre recai nas costas do consumidor.

A União também precisa criar meios que agreguem às empresas interessadas em investir na formação dos trabalhadores. Esta ação poderá ajudar o empresário a ter um profissional mais preparado e o empregado a aumentar sua remuneração. Por outro lado, caso a empresa tenha dificuldade em manter os funcionários, as novas habilidades proporcionadas a eles podem lhes favorecer na busca por novos postos de trabalho.

Ou seja, as saídas existem e estão sendo apresentadas. Basta que o governo federal comece a tratar a categoria empresarial, trabalhadores e consumidores com seriedade. Afinal, todos são responsáveis por impulsionar o País, inclusive a classe política, que não pode mais querer iludir o eleitor. As prisões de corruptos estão aí para provar que não existe mais espaço para a enganação.

Temer deve estar atento ao País e se desvincular de brigas por cargos dentro da Câmara. Inclusive, um dos principais negociadores de seu governo, junto aos países de economia mais forte, ministro José Serra, das Relações Exteriores, é suspeito de ter recebido dinheiro de caixa 2 da Odebrecht. Portanto, é melhor o presidente se desvencilhar de intrigas caseiras e voltar suas energias para o que realmente importa. Principalmente por existir a possibilidade de Serra também se tornar um ex-ministro, caso as investigações apresentem provas contundentes.

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