CÉREBRO X ANSIEDADE – Cuidar da saúde mental ajuda a controlar a ansiedade

CÉREBRO X ANSIEDADE – Cuidar da saúde mental ajuda a controlar a ansiedade

Quem nunca teve um branco na hora de uma prova ou não conseguiu dormir por causa de uma pendência no trabalho? Essas pequenas preocupações afetam o cérebro e o corpo, e muitas vezes podem até virar doença. Além disso, esse estado de atenção provocado pela ansiedade ainda pode desencadear reações físicas como falta de ar, taquicardia, boca seca, tremedeira, sudorese. Sem falar nos problemas psicológicos: insônia, insegurança, irritabilidade, tristeza. São mais de 30 sintomas que podem aparecer do nada.

Segundo o neurologista Leandro Teles, a ansiedade não deve ser ignorada, principalmente quando vem acompanhada de problemas de atenção e memória. “A partir do momento em que o cérebro identifica que estamos preocupados, a amígdala e o hipotálamo, interpretam como se o corpo estivesse em perigo e liberam hormônios, como a adrenalina e os glucocorticóides, que aumentam o batimento cardíaco e a respiração, daí surgem problemas de taquicardia e falta de ar”, explica.

RAZÃO APARENTE
Além disso, o estado de atenção que a ansiedade provoca ainda inibe o sistema digestivo, deixando a boca seca. “A maioria das pessoas ficam ansiosas a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente. Entretanto, em alguns casos essa ansiedade pode ser tão intensa que pode interferir no seu dia a dia. Essa sensação de medo, receio, apreensão é tão desconfortável, que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples, como usar o elevador”, afirma o neurologista.

No Brasil, estima-se que 23% da população tenha algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida. “As chances de morrer de problemas cardíacos pode ser até quatro vezes maior para quem tem a síndrome do pânico, estresse póstraumático, fobias, transtorno obsessivo compulsivo e ansiedade generalizada. Mas a boa notícia é que todos têm cura”, revela Teles.

PENSAMENTOS CATASTRÓFICOS
Todo tipo de ansiedade pode ser tratado. Existem alguns medicamentos como os benzodiazepínicos ou ansiolíticos, que atingem as áreas do cérebro responsáveis pela ansiedade. “Quando o benzodiazepínicos chega ao cérebro inicia a produção do ácido gamaaminobutírico (Gaba), que é considerado um sedativo do sistema nervoso, pois ele inibe as atividades do cérebro que produzem a ansiedade”, esclarece Teles.

Esses medicamentos são ideais para ansiedades pontuais, por exemplo, para quem tem medo de andar de avião. “Esses medicamentos podem até diminuir a ansiedade, mas nada vai adiantar se a pessoa não parar de ter pensamentos catastróficos”, alerta o especialista.

De acordo com o neurologista, existem algumas atitudes que podem ajudar a controlar a ansiedade:

  • Pratique atividades físicas regularmente;
  • Mantenha uma alimentação balanceada;
  • Tente reduzir o estresse diário;
  • Se precisar aposte em massagens e terapias para relaxar;
  • Mantenha o controle da respiração para reduzir as reações do sistema nervoso;
  • Ocupe a cabeça com coisas boas;
  • Procure ter uma boa noite de sono.

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