Córrego Maranhão está abandonado

Córrego Maranhão está abandonado

Mais uma vez o Córrego Maranhão torna-se um destaque negativo no Tatuapé. Isso porque os moradores do Parque São Jorge esperam por uma ação da Subprefeitura Mooca há pelo menos dois meses. A reclamação está relacionada à falta de limpeza no córrego, que está cheio de mato, lixo e entulho junto da Rua João Penteado.

ASSOREAMENTO

Como se não bastasse o problema do assoreamento do córrego, engenheiros da Subprefeitura Mooca quebraram um muro existente no final da rua, para ter acesso ao local que precisa ser limpo, e depois abandonaram a área com dois cones e uma fita esticada, com a estampa da Defesa Civil, mas que não oferece nenhum tipo de proteção. Inclusive, caso alguma criança consiga chegar até a parede quebrada, ela corre o risco de cair no riacho.

LIMPEZA

Conforme moradores vizinhos, a Subprefeitura havia destruído o muro em junho desse ano para que a máquina responsável pelo serviço de limpeza mecanizada pudesse entrar no córrego. Contudo, para que o equipamento chegue ao ponto de desassoreamento, existe um degrau de aproximadamente um metro. Por conta desse detalhe, os técnicos estiveram no local por pelo menos três vezes, levando equipamentos menores e maiores, mais não conseguiram efetuar o trabalho. Agora, durante a visita mais recente, os engenheiros chegaram à conclusão da necessidade de construir uma rampa.

Córrego está há anos sem receber a ação de desassoreamento e o lixo só aumenta

Córrego está há anos sem receber a ação de desassoreamento e o lixo só aumenta

Engenheiros da Subprefeitura Mooca quebraram muro no final da rua e não fizeram serviço

Engenheiros da Subprefeitura Mooca quebraram muro no final da rua e não fizeram serviço

LIXO E ENTULHO

Nesse período, o obstáculo se tornou ainda maior, já que carroceiros começaram a despejar grandes quantidades de lixo e entulho no córrego. Outro agravante está no fato de usuários de drogas aproveitarem a inexistência do muro para se drogar nas margens. Durante a presença da reportagem no lugar foi possível ver também embalagens plásticas, sacolas com lixo orgânico e várias peças de roupas. Uma das moradoras vizinhas perguntou onde estavam os R$ 39 milhões que foram entregues à Sub Mooca em 2014. A região também seria beneficiada com investimentos de R$ 340 milhões das secretarias de governo, sem contar os recursos do Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano).

HÁ TRÊS ANOS

Em 2013, a Subprefeitura Mooca encaminhou uma resposta a esta Gazeta após os moradores da região terem convivido com o drama das enchentes no final do ano anterior. As ruas Padre Germano Mayer e do Tatuapé foram invadidas pelas águas e vários imóveis foram inundados. A correnteza era tão forte que os próprios moradores resolveram quebrar as paredes de um terreno para que as águas descessem no sentido do córrego.

MURO DE GABIÃO

Depois do incidente, a Subprefeitura informou que estava prevista a estabilização das encostas através de muro de gabião, obra que deveria ter sido realizada pela Secretaria de Infra-estrutura Urbana e Obras. A bacia do córrego compreende as ruas Monte Serrat, Aguapeí, Professor Pedreira de Freitas, Itapeti, Antonio Camardo, Azevedo Soares, entre outras. Depois de seguir pela Rua Monte Serrat, atravessa a Radial Leste, passa por baixo da linha da CPTM e do Metrô, segue pela rua Dr Miguel Vieira Ferreira, atravessa por baixo a Avenida Celso Garcia, depois passa pela Rua do Tatuapé e ao lado da Comunidade do Pau Queimado, desaguando no Rio Aricanduva.

Deixe um comentário

*