‘CORUJÃO DA SAÚDE’ – Transporte tem, relata SPTrans

‘CORUJÃO DA SAÚDE’ – Transporte tem, relata SPTrans

Após o governo Doria investir no programa “Corujão da Saúde”, esta Gazeta encaminhou alguns questionamentos à Secretaria da Saúde e à São Paulo Transportes (SPTrans). Uma das perguntas era se o projeto seria mantido até o fim da gestão ou se seria encerrado quando atingisse determinado patamar de atendimentos. A outra se referia a como os pacientes da Zona Leste conseguiriam se deslocar para fazer exames em hospitais da Zona Sul de madrugada. Este semanário também indagou sobre a agilidade na consulta de retorno, já que o resultado do exame sairia mais rápido.

O jornal também quiz saber quanto a Prefeitura já havia pago aos hospitais pelos exames, nesses primeiros dias de governo, e quando hospitais da Zona Leste iriam participar do programa.

O OUTRO LADO

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que, em apenas uma semana de “Corujão da Saúde”, a fila de pacientes que aguardam por agendamento de exames na rede pública municipal despencou 49,8%, saindo de 485,3 mil para 241,8 mil.

Durante esse período, as 675 unidades de saúde municipais marcaram 243,5 mil exames para os pacientes do programa, o que representa uma média de 360,7 agendamentos por unidade. Do total de exames, 53,3% ou 137,1 mil foram realizados em janeiro. Outros 32,8% (79,9 mil) foram marcados para fevereiro, 8,5% (20,6 mil) para março e o restante (5,9 mil) para o início de abril. As marcações são feitas pelas próprias unidades de origem dos pacientes, conforme a disponibilidade da oferta para o “Corujão”.

Conforme a assessoria do órgão, em uma semana de programa, cerca de 25 mil exames foram realizados. Com os novos hospitais privados que estão aderindo ao programa, a Secretaria relatou que conseguirá cumprir a meta de zerar a fila por exames no prazo de 90 dias, contados desde 10 de janeiro. Segundo a SMS, ao final do “Corujão”, nenhum paciente deverá estar aguardando por exames por mais de 30 dias na rede municipal.
Além do HCor, Hospital Oswaldo Cruz e Sírio Libanês, vão integrar o “Corujão” os hospitais Albert Einstein, Edmundo Vasconcelos, Sepaco, Santa Casa, de Santo Amaro; Santa Marcelina, de Itaquera; e Cruz Azul. A Santa Casa também confirmou que fará exames, além das consultas de reavaliação daqueles pacientes que estão na lista há mais de seis meses.

Outras instituições que deverão, gradativamente, entrar no programa são o Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, Cetrus, Dasa-Lavoisier, Hospital Santa Joana, Dr. Consulta, Hospital Santo Antonio (Beneficência Portuguesa), Aviccena, Hospital Presidente, Megamed e Tadao Mori. Os horários dos exames para o “Corujão” irão variar conforme a disponibilidade e capacidade ociosa de cada instituição parceira. A marcação de procedimentos na madrugada será exceção.

Sobre o deslocamento dos pacientes, a SPTrans divulgou que coloca em operação, todos os dias, a Rede da Madrugada, a partir da zero hora até as 4 horas, com 151 linhas, utilizando 546 ônibus. As linhas locais têm intervalos médios de 30 minutos, e transportam os passageiros até os terminais da cidade, com linhas estruturais a cada 15 minutos. De acordo com a São Paulo Transporte, todas as regiões são atendidas.

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