Desapropriações: Metrô deprecia imóveis

Desapropriações: Metrô deprecia imóveis

O morador e empresário da Vila Carrão, Cármine Alfano, esteve na redação desta Gazeta na última segunda-feira, dia 26, para alertar a população sobre as situações intrigantes que vêm ocorrendo com relação às negociações entre o Metrô e as pessoas que residem ou possuem comércios nas avenidas Conselheiro Carrão e Guilherme Giorgi e na Rua Engenheiro Pegado.

DEPRECIAÇÃO
Segundo ele, as casas e estabelecimentos que estão sendo desapropriados para a construção da estação Nova Manchester foram depreciados. Alfano contou que antes de receber o oficial de justiça com o aviso de ocupação da área pelo Metrô, ele atendeu pesquisadores encaminhados pela empresa. No entanto, o morador ficou perturbado com o questionário.

SEM NOÇÃO
Entre as perguntas, os jovens queriam saber se a TV de sua casa era colorida ou preto e branco. Além disso, questionaram se no imóvel havia eletrodomésticos como micro-ondas, geladeira, fogão, entre outros. O empresário revelou ter perguntado se o Metrô acreditava estar lidando com uma área rural, pois eles pareciam não ter a mínima noção de onde estavam.

FORA DA REALIDADE
Outra questão preocupante a todos os envolvidos diz respeito ao valor dado aos imóveis que serão demolidos. Para a Companhia do Metropolitano, no Carrão as áreas valem entre R$ 6 e 7 mil o m2. Alfano explicou tratar-se de um valor predeterminado e não condizente com a realidade da região. “Um sobrado novo na Avenida Guilherme Giorgi, por exemplo, vale pelo menos R$ 900 mil. Porém, o Metrô está pagando R$ 400 mil”, disse.

APAVORADOS
Por último, o morador declarou estranhar o fato da Justiça ter encaminhado o documento relativo à desapropriação em janeiro deste ano, mas a audiência pública, que deveria ouvir a opinião das pessoas, só ocorreu em maio. “Ou seja, o Metrô veio a público para fazer a propaganda do transporte e não para discutir em pé de igualdade e tentar encontrar a melhor solução para todos. Agora, os moradores estão apavorados com a possibilidade de resistirem à decisão judicial e um promotor pedir o encaminhamento da PM e da GCM para retirar os objetos dos imóveis”, confidenciou Alfano.

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