‘Farnese de Saudade’

‘Farnese de Saudade’

A montagem do espetáculo “Farnese de Saudade”, interpretado por Vandré Silveira e dirigido por Celina Sodré, contempla a vida e obra do artista plástico mineiro Farnese de Andrade (1926-1996), gênio esquecido e ícone internacional nos anos 1970, que tem a sua vida e obra abordadas, pela primeira vez, em um espetáculo teatral.

SENSAÇÕES E IMPRESSÕES
Vandré Silveira encarna o artista e narra as suas experiências em primeira pessoa. Textos, vídeo, entrevistas e depoimentos de pessoas próximas são fontes que, conjugadas, formam o texto da peça. O espectador não vê uma “cópia” do artista plástico. O personagem brotou das sensações e impressões que o ator experimentou ao entrar em contato com a história de Farnese e a sua capacidade de exprimir o inconsciente nos objetos que criava.

O ator, que também foi responsável pela concepção do monólogo, diz que descobriu em Farnese uma obra marcada pelo afeto.

Na peça paira um tempo que não existe mais: as memórias de família, a infância, o aprisionamento ao passado, os objetos simbólicos de uma época, a religiosidade incutida na cultura mineira. “Farnese de Saudade” situa o ser humano no mundo, a partir de uma mente genial, a partir da arte de um homem que não se enquadra em nenhuma escola, em nenhum estilo”, explica  Vandré.

SERVIÇO
“Farnese de Saudade”. De 10 a 27 de abril na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111). Sessões: quinta-feira a domingo, às 19h15. Entrada: franca (retirar ingresso na bilheteria com 1 hora de antecedência). Informações no telefone 3321-4400.

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