Grupos de autoajuda auxiliam no combate a problemas emocionais

Grupos de autoajuda auxiliam no combate a problemas emocionais

Muitas são as associações que ajudam as pessoas que sofrem com problemas emocionais. Seja pelo consumo de drogas ou pelo abuso de bebidas, pela compulsividade ou pela complexidade de sentimentos diversos, a chamada “terapia do espelho” é um dos caminhos para o reconhecimento de que algo está errado.

“Podemos dizer que neste trabalho ocorre um autoconhecimento natural. As pessoas observam nas outras problemas semelhantes e buscam forças para se superarem”, avaliou Edson Leite, que hoje está à frente do Emocionais Anônimos E/A e coordena dez grupos em São Paulo.

No Tatuapé os encontros são realizados na Rua Coronel Joaquim Antonio Dias, 300, às quartas-feiras, às 16 horas; em Ermelino Matarazzo na Rua Manoel Patrício Lopes, 10, aos sábados, às 16 horas; e na Vila Curuçá na Rua Giorgina Diniz Braghiroli, 128, também aos sábados, às 18 horas.

“Muitas pessoas pensam que não, mas a terapia em grupo dá, sim, resultado. Eu sou um exemplo. Há 9 anos procurei os Emocionais Anônimos e de frequentador passei a coordenador”, destacou Leite, que completou: “Vários são os motivos que fazem com que as pessoas nos procurem. Entre eles estão ansiedade, depressão, desequilíbrios emocionais diversos, entre outros fatores”, destacou.

SEM PRESSÃO
Durante a sessão, o coordenador não expressa nenhum comentário e a pessoa, diante de todos do grupo, tem sete minutos para desabafar. “Não há pressão alguma. As pessoas estão livres para se expressarem e no final elas acabam percebendo que falta uma força maior para combater o seu problema. E é neste sentido que a terapia é importante, pois no decorrer dos encontros essa força começa a aparecer e naturalmente as mudanças positivas vão acontecendo”, comentou.

O trabalho segue os mesmos 12 passos do Alcoólicos Anônimos e assim como surgiu o E/A outros  grupos foram aparecendo e hoje são cerca de 70 denominações distintas. “Pra muita gente pode parecer pouco, mas em média são cerca de 12 participantes nas reuniões do Emocionais Anônimos e, destes, aproximadamente 10% seguem a programação e passam a integrar o programa. Digo isto porque há muita resistência por parte das pessoas em procurar ajuda e reconhecer que algo está errado. Então, quando isso acontece é uma vitória muito grande. Para participar basta querer se recuperar emocionalmente”, concluiu Leite.

OUTROS GRUPOS QUE REALIZAM TRABALHOS NA REGIÃO

O Narcóticos Anônimos trabalha o programa de total abstinência de todas as drogas e o único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar. Os encontros acontecem em três endereços: Rua Monte Serrat, 230, no Grupo Tenda, dentro do Clube Escola Tatuapé, às quartas-feiras, das 19h30 às 21h30; na Praça Silvio Romero, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de segunda a sexta, das 18 às 20 horas e das 20 às 22 horas; aos sábados, das 11 às 13 horas, das 16 às 18 horas, e das 18h30 às 20 horas; e na Rua Maria Eugênia, 158, na paróquia Cristo Rei, às segundas e terças, das 20 às 22 horas. Mais informações podem ser obtidas no site www.na.org.br ou pelo telefone 3101-9626 – linha de ajuda.

O Neuróticos Anônimos – N/A trabalha o programa de recuperação para pessoas com problemas mentais e emocionais, como angustia, ansiedade, ciúme, depressão, fadiga, insônia, inveja, medo, nervosismo, pânico, sentimento de culpa e solidão. Na Penha o Grupo Renascer realiza os seus encontros no Centro de Saúde da Penha, que fica na Praça Nossa Senhora da Penha, 55, às quartas-feiras, das 19h30 às 21h30. Há outras unidades na Zona Leste e os endereços podem ser conferidos no site www.neuroticosanonimos.org.br ou pelo telefone 3229-7523.

No Belém há o Grupo Alcoólicos Anônimos que se reúne às segundas, quintas e sextas-feiras, às 20 horas; às terças, às 18 e às 20 horas; e aos domingos às 16 horas, no Largo São José do Belém, 37 (estacionamento do supermercado). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3315-9333. O atendimento é 24 horas.

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