Hospital do Tatuapé: Usuários criticam atendimento

Hospital do Tatuapé: Usuários criticam atendimento

O Hospital Municipal do Tatuapé tem recebido diversas críticas de moradores, pacientes e dos próprios funcionários. Eles se referem, em princípio, ao primeiro atendimento oferecido no pronto-socorro adulto, no qual as pessoas sofrem com a falta de infraestrutura.

Segundo eles, o espaço físico não é suficiente para quem passou pela triagem e aguarda a consulta. Como faltam cadeiras, muitos acompanhantes ficam em pé ou sentam-se no chão. As pessoas afirmam, ainda, que há poucos médicos e muitas consultas não duram mais do que cinco minutos.

BANHEIROS
O estado dos banheiros é precário e não há enfermeiros suficientes. Simone das Mercês viu seu irmão passar por maus bocados quando entrou no hospital, pois além da falta de funcionários para coleta de sangue, exames e curativos, não existem médicos no plantão na quantidade necessária para a demanda do local. Simone ficou mais preocupada quando soube que vários pacientes em estado grave davam entrada no HMT, mas alguns não eram salvos por não haver como atendê-los.

MATERIAIS
Funcionários, que preferiram não se identificar, revelaram que faltam materiais básicos para o trabalho, como luvas, seringas, medicamentos e lençóis. Conforme eles, não há investimentos e o local sofre com a superlotação. Cerca de dois anos atrás esta Gazeta já havia denunciado problemas idênticos com idosos passando frio, banheiros em reforma e parentes de doentes dando apoio aos servidores.

COPA NO BRASIL
Atualmente, usuários voltam a levantar as mesmas questões. A diferença é que, além da estrutura ter permanecido a mesma, o ano é de Copa no Brasil e São Paulo receberá mais cinco jogos. Caso torcedores precisem de atendimento e os hospitais de Itaquera e outros bairros próximos não derem conta da demanda, o HMT terá de suprir a necessidade.

O OUTRO LADO
De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, no momento não há previsão de ampliação do Hospital do Tatuapé. A assessoria também revelou que não existe reforma em andamento nos banheiros.

Quanto à falta de médicos, a secretaria adiantou que a convocação dos profissionais já foi iniciada. Com o chamado, a pasta espera preencher 142 vagas. Com relação à deficiência no número de enfermeiros, a assessoria informou ter enviado um aviso aos aprovados em concurso e que pretende ter 34 vagas ocupadas. Conforme o órgão, eles deveriam ter começado a trabalhar no hospital no último dia 2.

No que diz respeito à falta de cadeiras, a assessoria salientou não haver esse tipo de ocorrência. Existe sim, segundo a secretaria, a falta de espaço para colocá-las quando a demanda é muito elevada. Sobre a carência de materiais básicos para os enfermeiros, a pasta não se pronunciou.

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