Invasão não é ocupação

Onde estão as autoridades deste País?

Como se pode admitir que algumas dezenas de pseudoestudantes invadam uma escola, que é uma área pública, expulse professores, alunos e diretores, e permaneçam o tempo todo sob a proteção das autoridades?

Como é possível prejudicar toda a estrutura da mais importante prova de nosso ensino, fazendo chegar-se ao absurdo de adiar, para alguns, os exames, onerar o erário ainda mais com novos exames daqui a um mês, tirando os alunos do foco, prejudicando-os?

Como é possível criar tamanha bagunça, esbórnia e desorganização, e tudo sob os olhares plácidos de nossas autoridades?

Verdadeira rendição da polícia, do exército, do judiciário, do executivo, de todas as autoridades do Brasil.

Muitos dirão: não se deve pregar a violência, deve-se respeitar os direitos humanos, pois há outros meios que não sejam os da violência.

Daí pergunta-se: como respeitar os invasores? Como ficam os alunos que querem estudar, os professores, os pais dos alunos, não devem ser respeitados? Alguns alunos irão perder exames vestibulares, pois as datas para as quais o Enem está sendo transferido irão coincidir com as datas de muitos vestibulares cujas inscrições já foram pagas. Como recuperar, não só o dinheiro, mas a oportunidade de ingressar em uma faculdade?

Se forem entrevistar esses invasores, a absoluta maioria não saberá dizer porque está lá, o que está reivindicando, não saberá explicar as razões. São inocentes úteis como instrumentos de manobras sujas de grupos que se dizem de esquerda e que só querem espalhar a discórdia, a desunião, a baderna, a bagunça.

Onde andam as autoridades? Será que não existe um método para colocar essa gente para fora? Que suas manifestações sejam feitas junto às autoridades competentes ligadas ao ensino, que busquem as pessoas certas, não os alunos, que, inclusive, estão em fim de ano, e muitos prestes a se formar.

O ensino já vai de mal a pior e ainda colaboram mais para que tudo isso se torne mais caótico.

O movimento continua crescendo e, como as autoridades não tomam providência, daqui a pouco, não sobrará uma escola e todos serão prejudicados.

A mudança dos dias e dos locais de prova para 191 mil estudantes causará um custo adicional de R$ 12 milhões para a realização desta edição do Enem. Há, sem dúvida, uma politização em todo esse movimento e o povo, uma vez mais, vai pagar a conta.

A democracia que esses estudantes pensam que professam não é a democracia, é a ditadura do poder. Democracia é respeitar os direitos dos outros.

Há riscos, inclusive, para os que farão os exames nas escolas ainda não invadidas, porque dos baderneiros tudo se pode esperar. Afinal, não há autoridade neste País, não há o homem que realmente imponha a ordem e coloque cada um deles em seus devidos lugares. Muito pelo contrário, nossas autoridades parecem que estão felizes, esperando cair do céu a solução.

Vamos pedir a Deus para que estes exames transcorram em harmonia e que nossos governantes sejam iluminados.

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