Lixeiras de aço são a  nova aposta da Prefeitura

Lixeiras de aço são a nova aposta da Prefeitura

Há muitos anos o Tatuapé tem problemas com as lixeiras de plástico, aquelas de cor verde que são anexadas nos postes. A maioria está quebrada. Dinheiro público que é literalmente jogado no lixo, devido à grande quantidade de reposição que se faz necessária.

A Prefeitura, na gestão anterior do prefeito Fernando Haddad, até propôs uma modificação: apenas anexar ao poste um aro de ferro e, junto a ele, prender um saco plástico com pequenos furos, para não acumular água. Mas o projeto não se estendeu para as ruas dos bairros. Pouquíssimos são os logradouros com este tipo de mobiliário. Na região do Tatuapé, ele pode ser visto em alguns trechos da Avenida Celso Garcia.

Agora, o prefeito João Doria está investindo em outro tipo de lixeira: a de aço. A Praça Felisberto Fernandes da Silva, em São Mateus, foi um dos primeiros locais a receber o novo modelo, entregue durante a operação do SP Cidade Linda. Os novos equipamentos foram doados à Prefeitura, sem custo ou alteração contratual.

Ainda de acordo com a Prefeitura, as novas lixeiras podem ser monitoradas por sistemas de georreferenciamento, ou seja, são acopladas com um chip que permite, por meio de um aplicativo de celular desenvolvido pela Soma (uma das empresas responsáveis pelo recolhimento dos resíduos da cidade), acompanhar informações em tempo real sobre o estado de limpeza, manutenção, necessidade de substituição e vandalismo.

O material da lixeira também mudou, agora são feitas de ferro com tratamento anticorrosivo. A capacidade é para receber até 100 litros de resíduos e pesa aproximadamente 25 quilos. Para maior segurança, elas são fixadas com parafusos e cimento, o que poderá evitar que sejam removidas. Em média, 2,6 mil lixeiras são quebradas por mês na área de atendimento da Soma.

Mas este novo mobiliário urbano poderá ser visto também nas ruas dos bairros? E não apenas em praças públicas, como vem acontecendo até o momento? Estas perguntas foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais. Só que, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi encaminhada.

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