PARQUE SÃO JORGE – Solução para comunidade e albergue ainda não existe

PARQUE SÃO JORGE – Solução para comunidade e albergue ainda não existe

A solução para as questões envolvendo a Comunidade da Vila Luiza (antiga “Esmaga Sapo”) e o Albergue São Camilo II, da Rua Ivaí, 187, estava entre os pontos principais do debate gerado pela audiência pública realizada na Unicid. No entanto, as declarações do subprefeito da Mooca, Evando Reis, e da representante da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Simone Nazaré Moreira, não agradaram os moradores.

SUBPREFEITURA

O subprefeito foi categórico ao afirmar que existem na Prefeitura três processos de reintegração de posse em andamento, cujas aberturas foram possíveis após os locais terem recebido da subprefeitura a denominação de área de risco. Segundo ele, a primeira será feita na região da Bresser hoje, domingo, 15 de maio. A segunda, que deverá atender aos baixos do Viaduto Alcântara Machado, foi deferida pela Justiça e espera parecer do juiz e emissão de mandado. Já a terceira, que inclui a “Esmaga Sapo”, permanece em discussão, mas não existe parecer judicial sobre o local.

Reis afirmou apoiar o atendimento de questões sociais e inclusive participa de discussões sobre o tema. Apesar disso, a ação da subprefeitura na região do Parque São Jorge foi um desastre. Conforme ele, os agentes foram até o local e combinaram a retirada dos pertences para o outro dia.

Quando chegaram para a zeladoria, foram recebidos com paus e pedras. Resultado: 14 funcionários feridos. Para o vereador Adolfo Quintas, o erro maior foi ter deixado os primeiros barracos serem construídos. “Quando o subprefeito nota essa situação ele deve acionar a PM e a GCM, depois acionar o proprietário e dar sequência à retirada”, sugeriu.

SMADS

Simone, da SMADS, mesmo depois de ter visto fotos de albergados deitados na calçada e de ter ouvido denúncias a respeito de venda e uso de drogas dentro do albergue, manteve seu discurso sobre os projetos e programas existentes na secretaria. E que dentre eles estão: o Cras (Centro de Referência de Assistência Social), o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e o centro de acolhimento Pop, da Rua Cajuru.

Além disso, ela salientou que as comunidades existentes na cidade são assistidas e que, com referência à “Esmaga Sapo”, foram feitas três visitas, formulados relatórios e estabelecido o mapeamento dos moradores, resultando em 56 famílias e 76 barracos, muitos deles vazios.

Simone Nazaré, da SMADS, disse que iria averiguar a venda e o uso de drogas dentro do albergue

Simone Nazaré, da SMADS, disse que iria averiguar a venda e o uso de drogas dentro do albergue

A representante da secretaria ressaltou, ainda, terem ocorrido dificuldades e riscos no acesso ao lugar. “Era preciso atender aos pedidos das ‘lideranças’ e precenciar atos ilícitos e usuários de drogas. Inclusive muitos moradores eram coagidos a não usarem os serviços públicos”, explicou.

Ela relatou ter entregue um relatório para a Subprefeitura Mooca e ter solicitado a inclusão das pessoas em programas habitacionais e no bolsa aluguel. Também foi sugerido o cadastro das pessoas a projetos como bolsa família, sistema de acolhida e albergues.

Com relação ao Centro de Acolhida Frei Leão, que funciona no mesmo endereço do albergue, Simone informou serem atendidos 130 homens e 50 mulheres. Para ela, se confirmadas as informações sobre drogas, devem ser providenciadas medidas com equipes de saúde e de proteção. Ou seja, a princípio não haverá mudanças e os moradores terão de esperar até julho deste ano para ver se a Prefeitura irá rescindir o contrato de aluguel do galpão. Isso porque, de acordo com a representante da SMADS, a Prefeitura não tem dinheiro para construir e a secretaria está tendo uma grande dificuldade de encontrar imóveis para alugar. Sobre o problema pontual, ela disse que a equipe responsável pelos dois atendimentos será chamada para explicar a razão dos infortúnios com os condôminos de prédios vizinhos e residentes de uma maneira geral.

ELETROPAULO

João Paulo Augusto, representante da Eletropaulo, disse que as ligações clandestinas da comunidade são cortadas. Porém, quando os técnicos viram as costas, os moradores religam. Para ele, a solução seria retirar as casas.

CPTM

Ronaldo Margini Marques, gerente do Território e Meio Ambiente da CPTM, afirmou que a localização dos barracos está colocando as famílias em risco. Além disso, as construções começam a afetar a estabilidade da via férrea. Com relação ao problema, ele afirmou ter a autorização de reintegração de posse, mas aguarda decisão da Justiça.

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