R. ANTONIO ALVES BARRIL – Pedestres continuam em perigo

R. ANTONIO ALVES BARRIL – Pedestres continuam em perigo

Por diversas vezes esta Gazeta vem publicando matérias que alertam para o perigo vivenciado pelos pedestres na Rua Antonio Alves Barril (no sentido da Avenida Vereador Abel Ferreira), na altura do número 355, no Tatuapé. Isso porque os passageiros que descem dos ônibus, em um ponto existente neste local, tentam atravessar logo em seguida para chegar a um hipermercado ou ao shopping.

FAIXA LONGE

O problema é que a faixa de pedestres está a aproximadamente cem metros do lugar de embarque e desembarque. Com isso, a maioria das pessoas prefere correr ou esperar até a quantidade de carros e ônibus diminuir. Nos dois momentos elas passam pelo canteiro central que, inclusive, não tem mais o gramado por ter se tornado um atalho.

VELOCIDADE

Por outro lado, os motoristas de carros e coletivos não respeitam a velocidade de 30 km/h estabelecida pela CET para o local. Eles vêm pela Rua Eleonora Cintra, entram na Rua José Alexandre Almeida Luiz, em declive, passam por uma rotatória em frente à Rua Professor João de Oliveira Torres, sem diminuir a velocidade, até alcançar a Antonio Alves Barril. No caso dos ônibus, quando não há passageiros esperando no ponto, as pessoas devem redobrar a atenção, pois, por conta dos veículos estarem saindo da curva da rotatória, eles surpreendem quem está querendo atravessar ou atravessando.

DESRESPEITO

Nos dois casos, a falta de atenção e o desrespeito às normas de trânsito são a tônica. Primeiro porque os pedestres atravessam de maneira costumeira fora da faixa de pedestres. Segundo pelo fato dos motoristas não guiarem defensivamente, conduta que também poderia evitar acidentes. Diante desse quadro, moradores da região, passageiros e até motoristas pedem a intervenção da CET, principalmente fiscalizando os abusos de ambas as partes.

FISCALIZAÇÃO

E em complemento à parte educacional ou às autuações as pessoas sugerem a implantação de novas faixas de pedestre junto ao ponto de ônibus. Duas trabalhadoras de uma empresa que fica próxima ao endereço disseram que nos horários de pico a questão se torna mais grave. Luana Sebastião Cachimbá afirmou que o homem atropelado na semana retrasada desceu do coletivo e atravessou a rua pela frente do mesmo ônibus. Uma van que fazia a ultrapassagem não conseguiu parar e o atingiu. “Seria bom se a fiscalização viesse, pois muitos motoristas não dão oportunidade aos pedestres”, pediu.

SEMÁFORO

Laura Teixeira Laviola afirmou que o interesse pelo local aumentou porque houve um atropelamento. No entanto, conforme ela, o problema é antigo. “Para solucionar a questão, e dar mais segurança aos passageiros, a CET deveria colocar um semáforo de pedestres próximo ao ponto. Assim todos teriam tranquilidade na hora de atravessar”, frisou.

PREVISÃO

O morador Eduardo Lario, residente em um prédio próximo, havia identificado o problema há pelo menos três anos. Nas oportunidades em que se comunicou com a redação, Lario cobrou a implantação de lombadas, pois crianças, idosos e jovens estavam colocando suas vidas em risco. Na mesma carta encaminhada a este semanário, o morador também tinha previsto o aumento do fluxo de pessoas na rua e, consequemente, iminentes atropelamentos.

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