Saindo da zona de conforto

Sr. redator:
“Muito já se falou que funcionários felizes produzem mais. Uma pesquisa divulgada em março deste ano pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, revelou que a felicidade torna as pessoas 12% mais produtivas. Segundo o estudo, a Google investiu no bem-estar de seus colaboradores e a satisfação cresceu quase 40%.

Esta pesquisa apenas ratifica um pensamento que se consolida a cada dia no ambiente corporativo. Grandes companhias e seus gestores de RH já compreenderam que as aspirações do ser humano transcendem ao saldo da conta bancária e ao status de um cargo badalado, porém que sacrifica a qualidade de vida e desafia a autoestima diariamente. Ou seja, a felicidade do funcionário está muito mais atrelada ao nível de respeito profissional, ao bom ambiente organizacional, à ideia de pertencer a uma equipe realmente entrosada e, sobretudo, à manutenção da qualidade de vida, do que a qualquer incentivo monetário.

E muito se fala em descobrir caminhos para ajudar o colaborador a alcançar esse tão sonhado nível de satisfação, que o faça admirar a organização e seus líderes, tornando-o mais comprometido e participativo. As chamadas intervenções saudáveis, que visam erradicar o sedentarismo e fomentar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, são algumas das ferramentas mais populares. Dentre as mais bem sucedidas, estão os benefícios que vão além dos planos médico e odontológico, vale-transporte e previdência privada, como o vale-cultura, criado pelo Ministério da Cultura, o cartão-combustível e o benefício de academia.

A ideia de retirar os funcionários da zona de conforto, fazendo com que abandonem os maus hábitos e pratiquem atividades físicas, inclusive, é uma das maiores inovações implementadas neste universo.  Empresas que têm oferecido o benefício de academia, por exemplo, estão observando um alto grau de adesão. Isso ocorre porque este tipo de benefício possui alto valor agregado, baixo custo, promove a integração, pode ser estendido a familiares e ainda deixa a saúde do colaborador em dia.

Enfim, em um mundo corporativo cada vez mais complexo, a adoção da filosofia da felicidade no trabalho pode parecer romântica ou utópica, mas sem ela, certamente, a alta competitividade e o estresse acabariam por sufocar definitivamente muitos talentos.”

Thiago Pessoa

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