Sem problemas, diz USP sobre campus na Zona Leste

Sem problemas, diz USP sobre campus na Zona Leste

Reportagem da Gazeta entrou em contato com a assessoria da instituição parasaber como está o solo depois do caso de contaminação com lixo orgânico

Depois de momentos instáveis e de um período um tanto quanto tumultuado no campus da USP Leste, que levou alunos a entrarem com processos contra a instituição de ensino e professores a fazerem greve, a reportagem desta Gazeta entrou em contato com a sua assessoria de comunicação para saber como estão as coisas por lá.

Isso quatro anos depois da divulgação dos problemas relacionados à contaminação do solo, no ano de 2013, para saber se a situação está de fato contornada. E, de acordo com o que foi informado, sim. Não há nenhum tipo de problema relacionado ao assunto que preocupou muita gente no passado, e que as atividades continuam normalmente.

No campus da universidade paulista, que foi instalado em 2005, na região de Ermelino Matarazzo, circulavam na época cerca de quatro mil pessoas, quando surgiram as denúncias de que o solo estava contaminado por lixo orgânico. Esse material, com o passar do tempo, começa a emitir gás metano, que é tóxico e explosivo.

CURSOS EM ANDAMENTO

Com os problemas resolvidos, a vida na instituição segue. A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each/USP Leste) possui, desde a sua abertura, dez cursos de graduação: Educação Física e Saúde; Ciências da Natureza, Gerontologia, Gestão Ambiental, Gestão de Políticas Públicas, Lazer e Turismo; Marketing, Obstetrícia, Sistemas de Informação e Têxtil, além de Moda.

A novidade é que, em julho deste ano, mais um curso de graduação foi aprovado: o de bacharelado em Biotecnologia. Ele já estará disponível a partir do próximo vestibular. Serão 60 vagas no período diurno, sendo 18 para os estudantes que participarem do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e 42 para o vestibular Fuvest, já para o ingresso em 2018.

Para quem não conhece, a Biotecnologia está muito mais próxima do cotidiano das pessoas do que se imagina. O desenvolvimento de medicamentos e peles artificiais, a produção de biocombustível e de vacinas, o controle de pragas agrícolas e plantas transgênicas, são exemplos do uso da Biotecnologia. Uma das definições sobre a área é a “aplicação de tecnologias que utilizem sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para usos específicos”.

Bactérias e fungos são alguns desses organismos. Eles têm uma aplicação tão variada que inclui desde usos na indústria alimentícia à decomposição de resíduos. Buscar novos seres vivos e pesquisar em quais processos eles podem ser aplicados também fazem parte da Biotecnologia. “No caso dos fungos, das espécies existentes, apenas 5% foram estudados. Há um campo muito amplo a ser pesquisado no uso dos organismos”, destaca o professor Diego Falceta Gonçalves.

Quer saber mais? Acesse o site www5.each.usp.br.

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