SEM-TETO NO BELÉM – Situação continua insolúvel

SEM-TETO NO BELÉM – Situação continua insolúvel

Membros da Sociedade Amigos do Belém (SAB) e o próprios moradores da região continuam sem o respaldo da Prefeitura com relação ao fato da instituição ter sofrido ações de arrombamento causadas, conforme o presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) do Belém, Norberto Mensório, por moradores de rua, apoiados pelo padre Julio Lancellotti. A última tentativa de reintegração de posse na SAB ocorreu há cerca de um mês, porém a entidade não foi atendida, mesmo após a mobilização da Subprefeitura Mooca, Guarda Civil Metropolitana e diversos homens e máquinas.

DIFICULDADE

Na última quinta-feira, dia 6, Mensório informou que a situação se agravou ainda mais, pois os sem-teto se fortaleceram e estão dificultando a negociação para saírem da sede localizada na Rua Herval, 91, sob o Viaduto Guadalajara. Ele lembrou, ainda, da infrutífera reunião que teve com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciana Temer, na tentativa de impedir a abertura do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP – Mooca), na Rua Cajuru, 362.

NOVO PREFEITO

Segundo o presidente, tanto ele quanto o presidente da SAB, Giovanni Di Cicco, além de moradores descontentes com a situação, estão buscando negociar, mas parece que o prefeito Fernando Haddad não tem interesse de ajudar. “Por conta de todo o desgaste gerado com as investidas anteriores, resolvemos conversar com o prefeito eleito João Dória Junior. Na oportunidade, conseguimos entregar a ele documentos referentes ao processo atual”, contou Mensório.

24 HORAS

Atualmente, perambulam pelo Largo São José do Belém e ruas do entorno, famílias e indivíduos que vivenciam, conforme definição da própria Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (SMADS), violação de direitos, dentre eles a violência física, psicológica, sexual, situação de rua, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto etc.

Para os representantes de instituições do Belém, o correto, principalmente se o objetivo é acolher centenas de pessoas, seria o local trabalhar 24 horas, de forma ininterrupta e, principalmente, ter local para atender os mesmos de maneira integral, não deixando-os na rua, como é feito na Rua Cajuru.

OUTRO LOCAL

Em pesquisas desenvolvidas por eles, ficou constatado que os moradores de rua não querem ir para albergues, principalmente pelo fato desses espaços não terem locais para os sem-teto guardarem seus objetos pessoais, carroças, animais, entre outros motivos. Com base nessa realidade, o grupo do bairro indicou, no próprio Belém, um imóvel localizado na Rua Ulisses Cruz esquina com a Avenida Salim Farah Maluf com mais de 4 mil m2 com 3 andares e amplo estacionamento.

PERIGO

Os belenenses também demonstraram preocupação pelo fato da Cajuru ser um corredor de ligação alternativa para a Radial Leste, no período da manhã, ligando a Zona Leste ao centro, com milhares de veículos passando em frente ao POP. “Considerando a aglomeração de centenas, aguardando atendimento, fica muito perigoso e poderá ocorrer uma tragédia”, avisou o presidente do Conseg.

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