TATUAPÉ – Pedestres são desrespeitados

TATUAPÉ – Pedestres são desrespeitados

Os incômodos na Rua Emília Marengo, no Tatuapé, vêm aumentando por conta do abuso praticado por alguns bares e restaurantes do local. Na última quarta-feira, dia 8, um morador encaminhou uma foto para a redação na qual um idoso, em um andador, caminha pelo meio da rua, na altura do número 230, por não ter espaço na calçada e pelo fato dos carros terem o direito de estacionar nas vagas de Zona Azul.

LEI DAS CALÇADAS

No caso dos passeios, a legislação da Prefeitura obriga que os comerciantes deixem o espaço de 1,20 metro livre para a passagem do pedestre. Sabendo da existência da lei, moradores do entorno sugerem que a Prefeitura Regional Mooca e a GCM promovam ações, principalmente às sextas, sábados e domingos, quando o movimento dos comércios aumenta e alguns proprietários acabam extrapolando a utilização do espaço.

MOBILIZAÇÕES

Aliás, a reclamação dos vizinhos com relação a más atitudes de alguns donos de bares e restaurantes não é nova. Há mais de dois anos, quem vive nas imediações da Emília Marengo vem promovendo manifestações, organizando reuniões e fazendo abaixo-assinados para tentar alcançar um acordo de respeito mútuo. Continuamente, eles têm reclamado da demora nas ações da Prefeitura Regional Mooca, apesar de a fiscalização ser presente. Segundo eles, alguns abusos são claros, porém as soluções esbarram na burocracia que acarreta processos de meses para serem solucionados.

ATENÇÃO PREFEITO

Os moradores ficaram felizes com o fato do prefeito João Doria ter vindo ao Tatuapé, na Rua Itapura, especificamente, para lacrar um bar que havia sido autuado três vezes por estar funcionando além do horário permitido, conforme a Lei 16.402/2016. No entanto, eles acreditam que só isso não basta para tornar a cidade mais harmônica. “Só no Tatuapé existem centenas de bares e, entre eles, vários estão sem alvará de funcionamento, em prédios sem acústica, funcionando acima do horário permitido, entre outros problemas. Por isso o prefeito terá de resgatar a importância do Psiu (Programa de Silêncio Urbano), aumentar o número de fiscais e de operações na região e na cidade como um todo”, desabafou Daniel Felix.

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