Tatuapé  – Procura por vagas está cada vez mais acirrada

Tatuapé – Procura por vagas está cada vez mais acirrada

A falta de vagas para estacionar na via pública, não apenas no Tatuapé, mas em toda a cidade, está cada vez pior. O direito é de todos, mas o fato é que não há espaço suficiente. E, dentro deste universo controverso, inúmeras questões e argumentos estão envolvidos. Fica a pergunta: será que dá para se chegar a um denominador comum?

DEMARCADAS
Na tentativa de sanar esta problemática há aqueles que demarcam as vagas. No caso dos comerciantes, muitos têm como justificada a queda nas vendas devido à falta de vagas para os clientes. Mas há também moradores que fazem isso para se proteger, em alguns casos, das chamadas “paradas indesejadas” em frente às suas garagens.

Tem gente que para e não avisa, mas há motoristas que comunicam a “paradinha rápida”, de apenas “um minutinho”, mas acabam ficando horas fora. Há ainda aqueles que param seus veículos em ruas bem estreitas e até mesmo em cima das calçadas. A justificativa: “falta de opção”.

Tem gente que para até em cima de lombada, o que é irregular e dá multa

Tem gente que para até em cima de lombada, o que é irregular e dá multa

Os cones são utilizados em várias situações: desde para guardar vagas como para evitar a parada indesejada em guias rebaixadas, por exemplo

Os cones são utilizados em várias situações: desde para guardar vagas como para evitar a parada indesejada em guias rebaixadas, por exemplo

 É comum encontrar carros estacionados em frente a guias rebaixadas pelo bairro

É comum encontrar carros estacionados em frente a guias rebaixadas pelo bairro

No meio desta lacuna está aquele consumidor em potencial que faz girar a economia local e os prestadores de serviços que precisam parar os seus veículos e não encontram vagas.

Outro público que constantemente sofre com o problema é aquele formado pelas pessoas portadoras de deficiências. Elas podem e devem parar em vagas especiais que são demarcadas especialmente para esta finalidade, mas nem sempre elas conseguem. Ou as entradas estão bloqueadas por um carro ou já estão ocupadas. Só que, na maioria das vezes, o condutor não é portador de carteira especial.

ZONA AZUL
Será que a solução para todo este impasse seria aumentar os trechos com Zona Azul e, assim, ampliar a rotatividade dos veículos estacionados?

Esbarra-se então, em outra questão polêmica que também divide opiniões. Apesar de muitas ruas já possuírem as chamadas “vagas pagas” há pessoas que ocupam os espaços rotativos o dia inteiro ao fazer a troca dos cartões. Certo ou errado?

Além disso, quando não há o sistema alternativo ou placas que proíbam o veículo de parar na via, comerciantes, visitantes e moradores da região acabam utilizando a rua como estacionamento. Ou seja, param pela manhã e só tiram o veículo à noite. E mais uma vez fica a pergunta: eles estão certos ou errados, levando em conta que a rua é “pública”?

BOLSÕES
Cada leitor, com certeza, terá uma resposta diferente para a questão. O fato é que o assunto é polêmico, complicado e divide opiniões. Por conta disso, além de um trânsito caótico, falta de fiscalização e de semáforos inteligentes, uma das alternativas poderia ser a criação de bolsões de estacionamento ou de estacionamentos verticais.

A Prefeitura já chegou, inclusive, a indicar a intenção de criar espaços subterrâneos pelo sistema de concessão nos terminais de ônibus. Mas e nos chamados “miolos” dos bairros? A lacuna continuaria porque o número de estacionamentos particulares não consegue atender a crescente demanda.

GERENCIAMENTO
Na outra ponta encontram-se os “flanelinhas” e as empresas de vallets, que geralmente trabalham em ruas com grandes concentrações de estabelecimentos comerciais ,educacionais e também travam uma “batalha” para garantirem espaços aos seus clientes, o que nem sempre agrada a todos e acaba gerando outro ponto de divergência. Principalmente com quem mora no entorno.

“É complicado. A verdade é que cada um está lutando para garantir o seu. Só que, na maioria das vezes, muitas pessoas acabam prejudicando as outras e aí vira esta confusão generalizada, que parece não ter fim”, resumiu de forma bem pontual uma tatuapeense que pediu para não ter o seu nome revelado.

Deixe um comentário

*