TATUAPÉ – Projeto Florir ‘murcha’

TATUAPÉ – Projeto Florir ‘murcha’

O Projeto Florir, que surgiu durante a gestão de Gilberto Kassab, foi criado com a intenção de se recuperar a beleza das praças da cidade. Junto com ele, a Prefeitura também propôs o Termo de Cooperação para que empresas interessadas em recuperar as áreas verdes e de descanso pudessem se aliar ao projeto. Em complemento aos dois programas, o município ainda apresentou o “Zeladoria das Praças”, feito em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.

SEM GANHOS

Diante destas opções, a Prefeitura levou o plano para vários bairros, porém poucas ou quase nenhuma praça do Tatuapé foi beneficiada. Elas podem ter recebido os serviços de poda de mato, reforma de mesas e bancos e, talvez, troca de lâmpadas e rebaixamento da iluminação. Além disso, as mesmas áreas devem ter sido contempladas com aparelhos de ginástica para a terceira idade.
Para confirmar se o “Florir” esteve na praça, basta observar a quantidade de flores existente.

MUDAS E ARBUSTOS

Conforme o planejamento municipal, seriam destinados a esses locais mudas, arbustos e forração, sem contar as reformas das calçadas. A Prefeitura ainda contemplaria o projeto paisagístico de cada praça oferecendo aproximadamente 30 espécies de flores, levando-se em conta o local e a quantidade de luminosidade. Entre as mudas propostas estavam as arbustivas, trepadeiras e forrações de diversas texturas e cores.

IMPERMEABILIZAÇÃO

Na região, só a Praça Silvio Romero passou por várias reformas esse ano e, em nenhuma delas recebeu flores. Na verdade, nem mesmo o gramado foi preservado. Como ela, as praças dos largos Nossa Senhora do Bom Parto e São José do Maranhão passam pelo mesmo problema. Por serem áreas maiores, deveriam receber uma atenção diferenciada em matéria de paisagismo. Contudo, estão sendo cada vez mais impermeabilizadas.

 A Praça Cel. Sandoval de Figueiredo tem apenas terra em canteiros e foi impermeabilizada

A Praça Cel. Sandoval de Figueiredo tem apenas terra em canteiros e foi impermeabilizada

Largo do Maranhão passa por reformas, mas não recebe investimentos em paisagismo

Largo do Maranhão passa por reformas, mas não recebe investimentos em paisagismo

REAVALIAÇÃO

Outras praças, como a Raul Paulis e Nicola Antonio Camardo, dentre as diversas sem flores, precisam passar por uma reavaliação, caso o projeto ainda exista. Desde o surgimento do “Florir” passaram-se quatro anos e, de lá para cá, pouco se vê em matéria embelezamento desses locais. Se Fernando Haddad fosse cumprir a promessa de seu antecessor, de recuperar todas as seis mil praças da cidade, as cobranças sobre seu governo seriam muito maiores. Mas como ele não se prendeu ao compromisso, o planejamento seguiu atendendo os espaços de maneira emergencial.

COMO FICARÁ

Agora, os moradores da região vivem a expectativa de ocorrer uma retomada do projeto, para que as praças fiquem coloridas, ao invés de apenas verdes. O “Zeladoria das Praças” era um programa social cujo treinamento dos zeladores era efetuado em parceria com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Geralmente, as pessoas costumavam morar próximas às praças e ficavam responsáveis por administrar cada local. Já o Termo de Cooperação, servia para pessoas físicas ou jurídicas que quisessem cuidar das áreas. Bastava preencher o documento e encaminhar para a subprefeitura.

SEM PROJEÇÃO

Atualmente, existem algumas praças que recebem os cuidados de moradores e empresas. No entanto, poucas ganharam flores. Por conta disso, quem reside no Tatuapé espera pela recuperação da paisagem urbana. Patrícia Souza, por exemplo, lembrou que a falta de investimento nesses lugares está favorecendo o desrespeito e o vandalismo, além de atrair moradores de rua. “A projeção da beleza do bairro se dá pela quantidade de árvores, limpeza e manutenção, e também pelo bem-estar em se visitar um espaço agradável ao físico e aos olhos”, completou Patrícia.

Deixe um comentário

*