Terreno segue abandonado em Itaquera

Terreno segue abandonado em Itaquera

Na semana anterior a reportagem da Gazeta da Zona Leste esteve na área em que funcionava a antiga empresa Controlar, na Rua Sábbado D’Angelo, 1.300, em Itaquera, responsável pelo serviço de inspeção veicular.

O local não tem mais nenhuma das estruturas que foram criadas para receber e orientar os motoristas. Também foram retiradas as guaritas de segurança cujos agentes ficavam para cuidar dos equipamentos de fiscalização.

MUITO MATO

As grades pintadas de branco foram substituídas por muros e a placa da empresa também foi retirada, não sobrando nada da antiga estrutura. Toda a área gramada foi abandonada e atualmente dá espaço ao mato que está com quase dois metros de altura.

Em frente ao terreno foi possível ver uma placa com a inscrição: em breve, empreendimento comercial com incentivos fiscais para prestadores de serviço da Zona Leste, com base na Lei nº 15.931 de dezembro de 2013.

ESTACIONAMENTO

Apesar disso, não há indícios de que alguma empresa se interessou pelo local, já que o terreno está completamente abandonado, apesar de ter potencial para abrigar outras empresas ou até mesmo condomínios residenciais ou comerciais.

Para o morador João dos Santos, o lugar poderia ser utilizado como estacionamento com lava-rápido, pois está próximo à estação Dom Bosco da CPTM. “Enquanto a área não é alugada ou comprada, pelo menos não daria prejuízo ao proprietário”, disse. Segundo Santos, ainda tem outro problema: como não existe poda de mato e limpeza, há o risco do aumento da presença de ratos e baratas no terreno. “Isso pode prejudicar os moradores vizinhos, bem como os donos de lanchonetes e pequenos restaurantes próximos”, avisou.

MENOS VENDAS

Para alguns comerciantes, como José Raimundo, com a retirada da estrutura da Controlar do endereço todos os estabelecimentos foram prejudicados. Ele relatou que, por menor que fosse o movimento, sempre os motoristas tomavam café, suco, compravam lanche, salgados e outros alimentos para aguardar até o momento da inspeção. “As pessoas foram lesadas duas vezes. Primeiro pela poluição que ficou sem controle e depois pela queda das vendas que gerou mais desemprego ao invés de investimentos”, completou.

Sérgio Murilo Mendes

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