Toque de recolher: é verdade?

Toque de recolher: é verdade?

Moradores da Zona Leste de São Paulo receberam, via WhatsApp, no celular, uma mensagem de áudio em que um homem ameaça “queimar” pessoas que não respeitarem um toque de recolher na região.

Na madrugada do dia 27 novembro, um ônibus foi incendiado na Avenida Doutor Assis Ribeiro. De acordo com a Polícia Militar, o coletivo foi atacado por um grupo de cinco homens, que fugiu com a ajuda de uma mulher que os levou de carro.

“Hoje, o baguio vai ser na Zona Leste, vamos queimar tudo […]”, afirma o autor do áudio, que ameaça os que resistirem ao toque de recolher. “Quem ficar no baguio, vai sofrer, nós vamos botar fogo no corpo de quem estiver na rua […]. Se sair, sem dó, vamos botar fogo em vocês também. Se sair na rua, o baguio já era.”

Na mensagem, similar com as que foram espalhadas na Zona Norte, no dia 25 de novembro, o autor do áudio afirma que a ação começaria na Avenida Amador Bueno, no bairro da Penha, e terminaria próximo da 64º DP, que fica na Avenida Águia de Haia, na Cidade A. E. Carvalho.

No dia 25 de novembro, na Zona Norte, diversos bairros receberam ordem de toque de recolher. Comerciantes baixaram as portas e ônibus foram incendiados. Segundo alguns moradores da região, a ordem para baixar as portas e sair das ruas partiu de policiais.

A Polícia Militar está investigando uma possível relação entre os ataques e a prisão do traficante Márcio Geraldo Alves Ferreira, o Buda, que estava foragido desde 2010.

O delegado Renato Felisoni, do 30º DP – Tatuapé, afirmou que esses tipos de ameaças não devem acuar a população. “Até agora não temos nenhuma denúncia oficial. Mas o importante é que a pessoa não fique refém disso, sendo trote ou não. É preciso chamar a polícia caso o cidadão receba uma mensagem destas”, alertou.

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