TRANSPORTE NA ZL – Trólebus ficam em 2º plano

TRANSPORTE NA ZL – Trólebus ficam em 2º plano

Quem circula de ônibus por bairros como Mooca, Vila Prudente e Vila Formosa, entre outras regiões da Zona Leste, percebe que o número de linhas que ainda utiliza o sistema trólebus (elétrico) vem diminuindo a cada ano.

A falta de investimentos e, segundo a própria SPTrans (São Paulo Transporte), a queda do número de passageiros em alguns trechos, fez com que várias linhas fossem subtraídas.

Uma delas, a Praça Silvio Romero – Praça da Sé, teve a sua volta defendida, no ano passado, pelo “Movimento Respira São Paulo”.

A SPTrans chegou a instalar cabos de energia no Viaduto Dom Luciano Mendes (Complexo Viário Padre Adelino) ligando as regiões do Belém e Tatuapé, mas parece que o projeto não progrediu. Conforme moradores dos dois bairros, os coletivos que percorrem a rota usam combustível e, dependendo do dia, o tempo de espera de uma saída para outra chega a duas horas.

PERGUNTAS

Por conta desses problemas, a redação entrou em contato com a SPTrans para perguntar se o tipo de transporte ficou em segundo plano, mesmo havendo a possibilidade de queda no custo de manutenção. Além disso, esta Gazeta questionou se há a possibilidade dos trólebus serem trocados, ao longo do tempo, por veículos a diesel ou outro combustível menos poluente.

O OUTRO LADO

A SPTrans informou que, atualmente, são 201 veículos operando em nove linhas do sistema de transporte coletivo municipal. As nove linhas que operam com trólebus transportaram em média, juntas, 100.330 passageiros, em média, por dia útil na cidade de São Paulo.

O trólebus é um veículo movido 100% com energia elétrica. Esta energia é coletada através de duas alavancas que, em contato com a rede aérea da SPTrans, fornecem uma tensão elétrica de 600 volts.

As linhas em operação em São Paulo são as seguintes: 2002-10 – Parque Dom Pedro II – Terminal Bandeira; 2100-10 – Terminal Vila Carrão – Praça da Sé; 2290-10 – Terminal São Mateus – Terminal Parque Dom Pedro II; 3139-10 – Jardim Vila Formosa – Praça João Mendes; 3160-10 – Terminal Vila Prudente – Terminal Parque Dom Pedro II; 342M-10 – Terminal São Mateus – Terminal Penha; 408A-10 – Machado de Assis – Cardoso de Almeida; 4112-10 – Santa Margarida Maria – Praça da República; e 4113-10 – Gentil de Moura – Praça da República.
Conforme a SPTrans, além dos trólebus, estão em operação 395 ônibus abastecidos com A10 (mistura de 10% de cana de açúcar adicionados ao diesel), e 60 ônibus movidos a etanol. Também vêm sendo testados dois veículos 100% a bateria e mais dois ônibus híbridos (energia elétrica e diesel).

Os dois ônibus híbridos funcionam como um carro flex, só que a gasolina e o álcool são substituídos por energia elétrica e diesel como combustível.

O motor elétrico, no caso dos híbridos, é utilizado para dar partida e andar em velocidade de até 20 km por hora. Já o motor a diesel entra em operação em velocidades mais altas. Outra característica é o armazenamento de energia elétrica nas baterias, atividade que acontece toda vez que os freios são acionados.

Essa tecnologia permite economia de diesel e também reduz, em cerca de 90%, as emissões de gases nocivos à atmosfera, melhorando a qualidade do ar na cidade. Por fim, o órgão informou que, até o momento, não há projeto de expansão de ônibus movidos à energia elétrica na cidade.

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