UPA Tatuapé espera definição

UPA Tatuapé espera definição

Publicada em dezembro de 2015, a notícia de que o Tatuapé seria beneficiado com uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) fez com que os moradores da região criassem a expectativa de receber um novo serviço de saúde.

Dez meses depois do anúncio, as pessoas começam a reclamar da demora em se efetuar um projeto cujo terreno da Avenida Condessa Elizabeth Robiano, ao lado do CDC Albino Grandi, Parque São Jorge, já havia sido escolhido, e o plano arquitetônico tinha começado a ser desenvolvido.

Para a moradora Silvana de Almeida, faltou à Secretaria da Saúde maior objetividade no processo, pois a área da saúde está entre as mais importantes da cidade. “Sendo assim, esperamos que o prefeito eleito dê continuidade ao que estava programado”, solicitou.

EX-SECRETÁRIO

Silvana lembrou tratar-se de uma reivindicação antiga do bairro, pois a UBS e AMA existentes estão sobrecarregadas e não conseguem atender à demanda. A promessa da nova UPA foi feita ainda na gestão do ex-secretário da Saúde, José de Filippi, durante encontro na Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão. Na época, ele utilizou até como uma das justificativas para a unidade o fato do Hospital Municipal do Tatuapé (HMT) atender, por ano, cerca de 350 mil pessoas.

URGÊNCIA

As UPAs fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde, em 2003, que estrutura e organiza a rede de urgência e emergência no País, com o objetivo de integrar a atenção às urgências. Os investimentos seriam do PAC e na unidade Tipo III (que está programada) costumam ser inseridos de 13 a 20 leitos de observação. A capacidade é para atender até 450 pacientes por dia.

A informação mais recente encaminhada à reportagem sobre as obras da futura UPA é de março deste ano. No comunicado, a SMS adiantou que o projeto estaria em fase de licitação e tão logo estivesse concluído as obras teriam início.

SÃO JORGE

Conforme membros do Conseg do Parque São Jorge, infelizmente a indefinição nas obras torna mais difícil a vida dos moradores, já que eles lutam há vários anos por uma nova UBS e ainda não conseguiram resposta da secretaria. “Agora vamos esperar pela mobilização do novo governo, visto que, de acordo com o próprio João Dória Junior, o campo da saúde estará entre suas prioridades”, ressaltou a vice-presidente da entidade, Cristiane Casseb.

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