Viaduto Bresser: por enquanto, tudo igual

Viaduto Bresser: por enquanto, tudo igual

Por Sérgio Murilo Mendes

Moradores do Belém e proximidades da Bresser ainda veem com preocupação o número de famílias que vivem nas ruas. Mesmo com espaços de convivência e albergues, há regiões em que as dificuldades ainda são prementes. Uma delas está ao lado do Viaduto Bresser, com centenas de barracos ocupando praças, calçadas e a lateral da passarela do viaduto que ficou inutilizada.

Constantemente é possível ver adultos e até mesmo crianças atravessando a Avenida Radial Leste. Um posto de gasolina, que fica bem ao lado do aglomerado de moradias, também está sendo invadido durante os dias de chuva e muito frio.

MEDO DE ABORDAGENS

Passageiros que costumam embarcar e desembarcar em um ponto de ônibus próximo aos barracos ficam com medo. São estudantes, funcionários de entidades, professores e pacientes de instituições de saúde que ficam no entorno. Com isso, muitas pessoas preferem desembarcar um ponto antes e caminhar mais, do que ser abordado por um usuário de droga ou homens alcoolizados.

Agora, após a abertura do Centro Temporário de Acolhimento (CTA), no Brás, há cerca de 15 dias, quem reside, estuda ou trabalha na região da Bresser ou próximo aos equipamentos de atendimento de moradores de rua no Belém, espera por um melhor direcionamento das pessoas que vivem em casas improvisadas ou em imóveis invadidos.

Problema de difícil solução para a Prefeitura

O Censo de 2015 mostra que 30% das pessoas que dormem nas calçadas dizem ter depressão; 27% dores crônicas; 84% fazem uso de álcool ou drogas; 70% dos que têm até 30 anos passaram por instituições como prisões, clínica de recuperação de drogas e orfanato.

O OUTRO LADO

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) informou que seus assistentes sociais atuam diariamente na região, abordando e encaminhando os moradores em situação de rua para centros de acolhida. A adesão é facultativa, e a aceitação na região é baixa. Quem aceita tem à disposição um dos 83 centros de acolhida que oferecem alimentação, pernoite, banho, lavagem própria de roupa e atendimento socioassistencial. Bem próximo ao local funcionam dois núcleos de convivência: São Martinho I (Rua Siqueira Cardoso, 259) e o São Martinho III (Rua Cajuru, 375). Essas unidades ofertam serviços a famílias e indivíduos em situação de rua como, por exemplo, café da manhã, almoço, lanches, atividades recreativas, atendimento social, inserção no Cadastro Único, banho e lavagem própria de roupas.

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