Na última sexta-feira, 15, Silvano Silvério, presidente da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana), em entrevista à Rádio CBN, falou sobre a preocupação da Prefeitura com a conservação da cidade. Segundo ele, existe um plano de intensificação de retirada de resíduos das bocas-de-lobo, porém há problemas como de galerias antigas com baixa vazão e falta de bocas-de-lobo suficientes para atender o volume de água que corre pelas ruas. Silvério ressaltou, ainda, a importância de um plano de drenagem para atender a estas questões, mas que o mesmo está voltando a ser viabilizado agora.
ANÁLISE TÉCNICA
Em janeiro de 2010, o engenheiro da USP e morador do Tatuapé, Roberto Massaru Watanabe, já havia alertado a Prefeitura, em entrevista a esta Gazeta, sobre a despreocupação da administração com relação a um plano de drenagem. O engenheiro fez questão de destacar a omissão do ex-prefeito Kassab ao deixar de observar a Lei Orgânica do Município e as normas técnicas da Secretaria de Vias Públicas.
Conforme o documento municipal, o sistema de drenagem faz parte do conjunto de melhoramentos públicos existentes em uma área urbana, assim como as redes de água, de esgotos sanitários, de cabos elétricos e telefônicos, além da iluminação pública, pavimentação de ruas, guias e passeios, parques, áreas de lazer, e outros.
PRÉDIOS RESIDENCIAIS
Com base nesta informação, Watanabe deixou no ar a questão de que muitas ruas recebem os serviços de luz, água, esgoto, telefone, entre outros, porém não são beneficiadas com a rede de drenagem.
No caso do Tatuapé o engenheiro salientou o fato de terem sido construídos, nos últimos 15 anos, mais de 220 novos prédios residenciais. E que, mesmo assim, ele não conseguiu encontrar a informação da existência de uma análise de impacto sob o contexto da bacia hidrográfica onde os edifícios estão inseridos.
AÇÃO RÁPIDA
A bacia do Córrego do Tatuapé, por exemplo, compreende os empreendimentos lançados nas ruas Monte Serrat, Aguapeí, Professor Pedreira de Freitas, Itapeti, Antonio Camardo, Azevedo Soares, entre outras. Para Watanabe, observando esta situação micro, diante do contexto de toda a cidade, é possível perceber a necessidade de uma análise urgente e profunda do sistema de captação de águas e do contínuo processo de impermeabilização dos bairros. Segundo o engenheiro, quanto mais rápido o prefeito agir, melhor será o resultado futuro.