As mulheres vítimas de crimes sexuais já podem contar com o apoio e atendimento especial nas linhas do Metrô de São Paulo. Para garantir que elas tenham um ambiente mais seguro para o deslocamento, a companhia reforça os treinamentos físico e teórico de seus agentes de segurança, oferece espaços para acolhimento e realiza operações de vistoria e ronda dos vagões dos trens.
“O departamento de segurança viu a necessidade de realizar uma ação em que as mulheres pudessem ter uma sensação maior de acolhimento. Até hoje, temos uma grande dificuldade que é a falta de notificação dos casos”, explica a coordenadora de planejamento da segurança do Metrô, Mônica Miki Ohta. No ano passado, o Metrô de SP registrou 78 crimes sexuais, sendo que em 77% dos casos, o agressor foi identificado e encaminhado à autoridade policial.
A cada três meses, os agentes de segurança passam por uma reciclagem física, que inclui métodos de imobilização e uso gradiente de força. No tatame, os professores relembram as técnicas para lidar com agressores que estejam armados, violentos ou querendo fugir do local. Os agentes também passam por aulas teóricas e de legislação sobre crimes contra a dignidade sexual, como importunação sexual e stalking. “O agente de segurança tem uma formação completa, tanto na parte física quanto na teórica. E essa parte teórica inclui a legislação, para que estejam sempre atualizados”, destaca Mônica Miki Ohta.
Outra ação do Metrô de São Paulo é a “Operação Empoderamento”. A iniciativa intensifica a presença ostensiva de agentes femininas nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, estimulando a denúncia. Durante a ação, as agentes realizam rondas e interagem com as passageiras, se houver necessidade. A estratégia, que começou em 2022, também contribuiu para a efetividade na detenção de suspeitos. Em 2020, 67% das ocorrências resultaram em detenção, número que subiu para 77% em 2024.