Mas, após aquelas primeiras e pre-maturas manifestações de trabalho industrial, o Tatuapé se manteve por três décadas voltado quase que exclusivamente para o setor agrícola. Não é difícil explicar o porquê as coisas assim ocorreram.
Os bairros do Brás e da Mooca, bem mais centrais do que o Tatuapé, já nos primeiros anos do século recém-findo possuíam uma relativa infra-estrutura para o desenvolvimento das atividades industriais. Era bem no centro do Brás que se achava a Estação do Norte, ponto de chegada à capital da Estrada de Ferro São Paulo Railway (Santos-Jundiaí), justamente o principal meio de locomoção dos imigrantes.
Em vista desse particular, dezenas de pequenas hospedarias surgiram em seu território. Na Mooca instalou-se em 1887 a grande hospedaria (atual Museu do Imigrante), em substituição de uma primeira surgida no Bom Retiro, que em pouco tempo tornou-se pequena para acolher o crescente número de imigrantes que chegava. Em face desses fatores, esses dois bairros partiram na dianteira no referente à industrialização da Zona Leste. Como citamos linhas acima, o Tatuapé teria de aguardar aproximadamente três décadas para transcender sua fase agrícola e enveredar para a fase industrial.
O nosso bairro durante aqueles anos era conhecido apenas como uma região de passagem do centro à Penha e produtora e fornecedora de produtos provenientes de seus sítios e chácaras.
Em face disso, vivia uma espécie de estágio letárgico, correspondente a essa atividade predominante. As propriedades agrícolas que se espalhavam por toda a região davam-lhe aquele aspecto bucólico e tranqüilo típico das cidades interioranas.
Talvez esse o motivo pelo qual os tatuapeenses sempre compararam o seu modo de vida com os dos habitantes daquelas localidades. Mas, justamente por permanecer muitas décadas naquele estágio e possuirem em disponibilidade enorme número de glebas de terra, sua posterior industrialização causou espetacular impacto.
INDUSTRIALIZAÇÃO DA REGIÃO
Como dissemos anteriormente e pelos motivos apontados, o Brás e a Mooca em poucos anos tornaram-se os bairros mais industrializados da Região Leste. Mas, como ocorre em todo e qualquer processo em seu noviciado, a industrialização desses bairros logo apresentou dois problemas: a impossibilidade de crescimento de uma unidade fabril em meio a um casario residencial já existente e as restrições ambientais. Com a melhoria do padrão dos moradores de uma localidade, aumenta sua sofisticação e as exigências quanto à qualidade de vida.
Alertadas, as autoridades municipais promulgam leis de rezoneamento para atender a população. Entre outros, esses dois fatores devem ter pesado significativamente para que os responsáveis pelas indústrias que se achavam mais próximas do centro da capital decidissem transladá-las para regiões mais afastadas.
Mas não tão afastadas como Guarulhos, Itaquera, Cumbica, Itaquaquecetuba e outras. Estas seriam procuradas no futuro. Naquela época, nenhuma localidade apresentava melhores condições do que o Tatuapé para sediar essas indústrias: a proximidade com o centro da capital, terrenos em quantidade e de dimensões adequadas e o preço barato do metro de terra.
Claro está, que ainda era muito incipiente a infra-estrutura do bairro em comparação com a dos bairros citados, mas esta em tempo relativamente curto alcançaria as condições necessárias para a estabilização da nova fase.
Trabalhei na santista do Belenzinho e preciso do pop p aposentadoria