Não há duvidas de que o rapaz embriagado que atropelou o ciclista na Avenida Paulista, decepando-lhe o braço, é um “criminoso”, isto porque, nos termos do Direito Penal, é crime e doloso, quando alguém assume o risco de cometê-lo, embora não deseje, mas tem plena consciência de que seu ato poderá provocar a morte ou o acidente envolvendo as pessoas, e mesmo assim concorre para o delito. Sem dúvida, é um criminoso.
Chegou tarde a lei, mas chegou. Sem dúvida, a pessoa que se embriaga, e em seguida pega num volante e sai para a rua, está assumindo o risco de provocar um acidente, portanto, é o responsável. Precisa mesmo responder sob as penas da lei; prisão seria pouco, pois é um ato de irresponsabilidade que pode ceifar, como vem acontecendo, vidas preciosas de pessoas que nada têm a ver com o problema.
Beber não é uma necessidade, é um prazer, e o exagero é irresponsável. Ninguém é obrigado a pagar por essa insanidade, logo, a lei deve ser aplicada com todo rigor.
Agora, o mesmo rigor deveria ser aplicado ao ex-prefeito Kassab e agora Haddad, pois, ao invés de criar um ambiente seguro para os ciclistas, por puro populismo – petista, abre espaços nas principais e mais movimentadas avenidas de São Paulo, para aparecer bastante, fazendo os ciclistas dividir espaço com os carros, ônibus, caminhões e motociclistas. Isso só pode caber na cabeça de políticos que só visam o “voto”, tudo pelo povo, nada pela segurança e sem pensar no que fazem.
Avenidas como: Paulista, Nove de Julho, Faria Lima, São Gabriel, Santo Amaro, Radial Leste, Celso Garcia e outras, que são corredores vitais para o trânsito, onde tudo acontece, não podem dividir espaço com o lazer e muito menos para veículos frágeis como uma bicicleta que não oferece qualquer segurança. O para-choque é o nariz do cidadão; deveria ser do prefeito; explicamos o porquê.
Ninguém é contra o uso da bicicleta; somos contrários aos espaços a ela destinados. Temos o Autódromo de Interlagos, o Sambódromo, dois elefantes brancos, que só se usam em eventos; temos os estádios de futebol, usados só em jogos, quando se usa; Pacaembu, Cícero Pompeu de Toledo, Canindé e futuramente, o do Corinthians e a arena do Palmeiras, todos fadados a um prejuízo monumental, porque não há jogos para todos eles.
Ainda teríamos o Jockey Club, outro espaço maravilhoso e largado pela falta de uso atolado em dívidas com a própria Prefeitura. Como o governo municipal petista só sabe trabalhar na base do populismo e pela troca de votos, por que ele não ajuda esses clubes e o próprio Jockey locando os espaços para nas manhãs dos sábados, domingos e feriados, os ciclistas utilizá-los? As pessoas poderiam praticar esse esporte nesses locais apropriados, sem nenhum risco de vida e até facilitando a vida de motoristas.
Poderia criar a “Bolsa Bicicleta”, para que as pessoas pudessem alugar bicicletas no local, evitando de transportá-las, o que sempre é muito difícil. Se é voto que o prefeito quer, aí está uma maneira de tornar o passeio das pessoas mais tranquilo e pitoresco. Não é justo, não é direito, fazer os ciclistas dividirem os espaços nas grandes avenidas. Isso tudo pela irresponsabilidade de nossos governantes.
Uma cidade deve ser governada de acordo com as necessidades do povo e não da vontade dos governantes. É mais fácil interditar as ruas, as avenidas, prejudicar as pessoas que não irão andar de bicicleta, só para satisfazer uma minoria e um plano de arrecadação de votos. Sem dúvida, coisas do PT.
Esses clubes devem tubos de dinheiro do IPTU; a locação dos espaços poderia ser trocada pela Prefeitura em pagamento do IPTU e ajudaria os clubes privilegiando a segurança.
Não se tira, nem se ameniza o crime do garoto que embriagado inutilizou outro jovem, mas se imputa ao prefeito igual crime, pela omissão, pela irresponsabilidade e, também, porque esse tipo de acidente é absolutamente previsível que ocorra, onde uma bicicleta disputa espaço com milhares de carros e veículos muito mais fortes do que a “magrela”.
E.T.: Que bom que o papa é argentino, senão o Lula iria atribuir a si a eleição de um papa brasileiro, nunca antes no mundo; só depois da sua existência é que o Brasil conseguiu um papa. Nessa, Deus, você foi brasileiro. Melhor que seja, apesar de tudo, um argentino.