Sem se importar com o que está acontecendo com a sofrida população refém de bandidos, mais uma vez, os nossos nobres vereadores olham apenas para seus “umbigos”, preocupados com seus salários, deixando de lado seus serviços. Vejam o absurdo dos absurdos: após liberar supersalários, a Câmara estuda bônus de produtividade a inativo. Isto, quando não pensam em pagar os mortos.
A Câmara, que nada tem a ver com os acontecimentos exteriores a suas quatro paredes, pois segurança é uma coisa do Estado ou da União, dentre a tantas inutilidades – como dar título de cidadão paulistano “a rodo”, trocar nome de ruas para homenagear parentes, amigos e eleitores -, agora criou um grupo especial para estudar o pagamento de bônus de produtividade até para funcionários aposentados. Como essa medida certamente será criada, porque o dinheiro não sai do bolso deles, cerca de 800 funcionários, que já deixaram de trabalhar, poderão aumentar seus contracheques em até R$ 4.700 por mês.
Mais um ato de irresponsabilidade de nossos vereadores, comandados pelo petista José Américo. Trata-se de assalto ao bolso do povo; depois o governo devolve em bolsas família. Por falar nisso, não podemos deixar de reproduzir um pouco do que soubemos através de uma diretoria regional de ensino municipal.
Ela nos contou que sempre as escolas se depararam com crianças com necessidades especiais, mas que para isso as professoras estavam preparadas. A questão agora é diferente: a deficiência das crianças é mental. Nunca houve tantas crianças nas escolas com tanta deficiência mental. Os professores não estão preparados para tratar desse problema. Essa questão é de psiquiatria e o município não dispõe de psiquiatras, afinal, como puderam ver, há coisas mais importantes, como pagar produtividade a aposentados, aumentar os ganhos de 55 funcionários do Legislativo que passaram a ganhar os supersalários de R$ 27,9 mil, maiores do que todo funcionalismo municipal, maior do que o salário do prefeito.
A questão é alarmante e ninguém toma conhecimento disso. Não se sabe porque as crianças estão com essa deficiência, ou melhor, claro que se sabe: são crianças produtos de pais doentes mentais, também, filhos da droga e do alcoolismo. Sem dúvida, a origem da violência pode estar aí. Essas crianças deficientes e sem tratamento, colocadas no meio das pessoas sãs, fazem o que sabemos: estão roubando e matando.
O curioso é que, segundo essa diretora, o governo municipal nem toma conhecimento disso. O governo petista está muito empenhado em ganhar as próximas eleições, tanto que o Lula está a cata de um candidato ao governo de São Paulo, ou pelo menos disfarçando porque, sem dúvida, será ele mesmo.
Se cuidar da insegurança não é um problema municipal, cuidar para que ela não se produza e se alastre é sim problema municipal. Os problemas nascem no município e especialmente nas escolas.
Ninguém quer mais ser professor, porque, além dos salários aviltantes, não é possível virar as costas para escrever no quadro, pois corre o risco de ser agredido, exatamente por essas crianças débeis mentais, produzidas por débeis mentais, graças ao abandono do governo, que com programas sociais de inclusão e de venda de votos, pensa que está fazendo bem ao povo. Não está.
É uma pena, passou uma semana e parece que já está tudo esquecido. Ninguém mais fala da morte brutal da dentista, nenhum pronunciamento positivo das autoridades, nada de prático e objetivo para acabar com essa minoridade penal, essa inimputabilidade de menores infratores, nada. Muitas passeatas e movimentos do povo sofrido, mas nenhuma resposta. O governo está insensível a tudo isso. Prefere, na calada da noite, aumentar seus salários.
É bem o que dissemos na semana passada: estamos descrentes de tudo, não dá mais para confiar em ninguém, estamos sós e parece que até Deus nos esqueceu. Estamos à deriva no meio de um mar de tristeza e de desesperança. Não se sabe em quem acreditar e a quem recorrer. Este é um país sem lei, sem ordem e sem disciplina; foi dominado pelos bandidos e com eles não conseguiremos conviver.