Esta seria a palavra certa quando se fala em ciclofaixa na região do Anália Franco? Talvez sim. “Não entendi o que fizeram na Rua Antonio Daminello. Pintaram a ciclofaixa de um lado e, do outro, continua sendo permitido estacionar. Acontece que, a via, de mão dupla, não tem espaço suficiente para a passagem de dois carros ao mesmo tempo quando há veículo parado”, comentou um motorista que pediu para não ter o seu nome divulgado.
ALTERAÇÕES
Mudanças no trânsito também foram realizadas na Rua Nelo Bini, entre as ruas Eleonora Cintra e Nagib Izar. Agora há restrição de estacionamento nos dois lados da via devido à implantação da ciclofaixa no sentido Ceret. Apenas o último quarteirão da Rua Nelo Bini segue como antigamente.
Vale lembrar que o Centro Esportivo, Recreativo e Educacional do Trabalhador não permite a entrada de ciclistas adultos no parque. Apenas crianças podem andar de bike por lá. De acordo com a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação (Seme), segue em estudo um projeto para fazer uma ciclofaixa no estacionamento do Ceret.
OBSERVAÇÕES
No dia 4 de agosto deste ano, o prefeito Fernando Haddad entregou o primeiro trecho de ciclofaixa da região na Avenida Vereador Abel Ferreira.
Ele segue da Avenida Salim Farah Maluf até a saída para a Rua Montemagno.
Deste trecho ela volta no sentido oposto pela via. Depois a ciclofaixa segue pela Rua Jacob Fath e Rua Antonio Alves Barril, apenas no sentido Ceret.




Em todos estes percursos, algumas questões chamam a atenção. Neste último endereço, por exemplo, por que não usar o canteiro central para a criação de uma ciclovia ao invés de uma ciclofaixa em um único sentido da via? E por que não seguir direto pela Rua Antonio Alves Barril e entrar direto na Rua Eleonora Cintra ao invés de desviar o percurso pela Rua Antonio Daminello?
Outras questões referem-se à falta de locais para descanso aos ciclistas e de estações para as bikes. Além disso, de um trecho ao outro, as interrupções de vias são abruptas. E, nestes casos, as placas de sinalização recomendam que o ciclista desça da bicicleta e siga a pé, em segurança, até o início da nova ciclofaixa.
METAS
Até 2015, o governo municipal deseja alcançar na cidade a marca dos 400 km de novas ciclofaixas/ciclovias. Na região do Tatuapé, 3,6 km estavam em andamento e 6,1 km projetados. Entre os trechos está o que irá ligar a Rua Apucarana à ciclovia Caminho Verde, na Avenida Radial Leste, entre o Tatuapé e Itaquera.
Dos 12 bicicletários mantidos pela Companhia do Metropolitano (Metrô) destinados a guardar as bikes, quatro funcionam na Zona Leste nas seguintes estações: Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança, Carrão e Brás. O horário é das 6 às 22 horas, de segunda a segunda, e pede-se para que a pessoa leve uma corrente e um cadeado. O serviço é gratuito.
Ainda na região do Tatuapé, algumas estações do projeto ‘Bike Sampa’ já entraram em funcionamento. Entre elas a localizada na Rua Pedro Belegarde, próximo à Rua Antonio de Barros.
O QUE DIZ A CET
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os projetos de ciclovias estão sendo desenvolvidos para permitir ligações perimetrais e radiais para a construção de uma rede estrutural cicloviária que deverá ter conectividade de trajetos e linearidade que proporcionem menor distância nas viagens.
“As implantações também levam em consideração os equipamentos existentes na via, como escolas, praças, parques etc. e deverão ter integração com o transporte de média e alta capacidade. Os projetos estão sendo feitos preferencialmente em ruas secundárias, do lado esquerdo das vias, e implantados em rotas bidirecionais. A ideia é, se possível, evitar eliminar faixas de rolamento nas vias que recebem as ciclovias.”
NOVOS PROJETOS
Quanto à elaboração dos novos projetos e suas respectivas ativações, a CET explicou que eles estão sendo realizados atendendo as características de cada local, como: a presença de ciclistas na via (leito veicular ou calçadas); as características do tráfego, volume veicular, velocidade, composição da frota, especialmente se a via é itinerário de ônibus ou rota de caminhão; e as características de uso do solo: residencial, comercial, entre outras.
“Todas essas características interferem na seleção das vias destinadas a compor a malha cicloviária, assim como definem o tipo de espaço de circulação cicloviária mais adequado para a situação, optando-se preliminarmente pela segregação do fluxo ciclístico em relação ao fluxo motorizado através de ciclovia, ciclofaixa, tráfego compartilhado (calçada) ou via ciclável, tendo como principal objetivo garantir o trajeto que ofereça maior segurança e conforto ao ciclista. Destacamos que a criação de ciclovias assim como a implantação das faixas exclusivas para ônibus, à direita do viário, significa uma mudança de cultura no sentido de valorizar o transporte coletivo ou as alternativas que possam ser implementadas.”