Estamos mais de um ano das eleições presidenciais, porém elas já começaram. Como sempre, os candidatos da situação ou da oposição vão querer se promover diante de todas as situações possíveis. Seja numa entrevista, na propaganda obrigatória ou mesmo diante de algum tipo de fraqueza que o opositor demonstre.
O jogo não é limpo e nunca será. Apesar de vivermos numa pretensa democracia, ainda notamos atitudes de um período obscuro vivido pelo País. Sendo assim, não devemos simplesmente aceitar o que nos é imposto direta ou indiretamente. E, para isso, precisaremos de informações, para alcançarmos o conhecimento sobre os fatos que nos cercam.
Cada candidato irá se precaver de todas as formas para não ter a imagem arranhada durante seu percurso. Venderão suas ideias utilizando, como pano de fundo, belas imagens do Brasil, crianças felizes e pessoas aparentemente realizadas em suas vidas. Para variar, tudo igual, como há quatro ou oito anos. Mesmo assim, porque será que o povo brasileiro sempre se deixa levar pela emoção e não raciocina, não busca entender melhor o processo? Cada um deve se responder.
O Brasil pode ter melhorado em muitos aspectos, principalmente depois da criação do Plano Real. No entanto, o fato de termos alguns projetos consolidados em áreas como a da indústria automotiva, da prestação de serviços e do próprio turismo, em diversas partes do País, não nos faz grandes. Temos de abrir os olhos para o mundo, mas não para aprender com a pobreza do ser humano e sim com as virtudes.
Querendo ou não, em muitos lugares ainda se aceita a escravidão. Nossas florestas continuam sendo derrubadas como nunca e madeira sendo vendida de maneira ilegal. Em muitas cidades do Brasil a prostituição infantil é uma triste realidade. Sem contar o tráfico de drogas, a venda ilegal de armas, as fronteiras sem fiscalização, entre outros problemas.
Não somos bobos da corte. Belas palavras não compram boa parte da população, apesar de muitas pessoas aceitarem o assistencialismo como tábua da salvação. É preciso enxergamos adiante, pois outros países se mobilizam, se unem e oprimem os menos desenvolvidos, mesmo se dizendo amigos.
Não há como fugir dessa realidade e encobrir a nossa falta de conhecimento, de cultura, de tecnologia voltada ao crescimento educacional, da saúde, do transporte e do emprego.
Sorrir de felicidade é uma coisa. Sorrir como tolo é outra bem diferente. Ainda vivenciamos e nos deparamos com fatos lamentáveis, seja com as milhares de mortes no trânsito, com a falta de estrutura em hospitais ou pela intolerância dos homens que matam por nada. É possível mudar isso? Sim, mas é imperativo que haja a mobilização, pelas redes sociais, por e-mail, não importa. Somos passados para trás passivamente todos os dias, por políticos desonestos, servidores corruptos e outras classes que se beneficiam do toma lá da cá.
Abra os olhos e veja o que o vereador eleito por você anda fazendo. E os seus deputados, na Assembleia, no Congresso? Estão comprometidos com suas propostas ou simplesmente esqueceram daqueles que votaram neles? Cabe a nós observar, pois como disse Cazuza, ‘O tempo não para’. E enquanto nosso dinheiro vai para o ralo, o de quem corrompe e é corrompido segue para paraísos fiscais.