Três meses após equipes da 1ª Cia. do 8º Batalhão da PM, comandadas pelo capitão Felipe de Lima Simões, terem efetuado uma ação contra baderna na Praça General Costa Barreto, no Tatuapé, os moradores do entorno voltaram a reclamar. Eles marcaram presença na reunião do Conseg, na última segunda-feira, dia 22, para pedir ajuda tanto à polícia quanto à Subprefeitura Mooca.
Conforme uma das moradoras, a algazarra é tão grande que ela é obrigada a ir para a casa da filha para poder dormir.
Ela afirmou que, de quinta-feira até domingo, grupos de jovens chegam à praça e começam a beber, usar narguilé e ouvir música. A moradora relatou, ainda que, de acordo com o adiantado da hora, a situação piora, com gritos, música alta e vandalismo. Seu vizinho frisou o fato de alguns do frequentadores estarem aparentemente alucinados, pois eles sacodem os brinquedos do playground ou os aparelhos de ginástica da terceira idade como se quisessem arrancá-los do chão.
As pessoas também criticaram o fato de não conseguirem usar a área de lazer, pois o espaço é tomado por garotos e garotas que ficam vandalizando o lugar durante o dia, à noite e de madrugada.
“Ações devem seguir a lei”
De acordo com o capitão Lima, seus policiais vinham registrando multas continuamente de carros estacionados irregularmente na praça e nas ruas Alcacer Kehir e Mossamedes. “Quanto a dispersar os frequentadores por conta da presença deles no espaço, é preciso que a vítima se desloque à delegacia ou à Companhia para que seja registrado um boletim de ocorrência envolvendo o acusado do problema, seja ele qual for. Dessa maneira a Justiça pode dar encaminhamento ao processo e o caso poderá ir a julgamento. Mesmo que o suspeito não pague uma multa alta pelo delito, já ocorrerá o constrangimento”, avisou o comandante.
Lima afirmou se tratar de uma questão de cidadania e de respeito ao bem público. “Nesse caso, a PM pode atuar até onde lhe é permitido. Os frequentadores da praça têm o direito de ir e vir. Então, quando é solicitada a intervenção da polícia, a ação deve estar amparada pela lei”, completou. Diante do fato, a delegada titular do 30º DP, Ana Lúcia de Souza, presente ao encontro, pediu ao representante da GCM que a corporação ajudasse a cuidar da praça, pois pertence à Prefeitura.