O Programa Vizinhança Solidária está se tornando o principal aliado da Polícia Militar (www.policiamilitar.sp.gov.br) no Tatuapé. O projeto, que atua na prevenção primária, oferece aos moradores a oportunidade de criar uma rede de informações na rua onde moram. Desse modo, as pessoas serão aliadas na diminuição dos furtos às residências, por exemplo, um dos crimes de incidência elevada na região.
A integração com a PM tem resultado na queda de determinados índices criminais. Isso porque, ao estabelecer o contato com os inscritos no programa, o policial cria modelos de comunicação que possibilitam as denúncias sem prejudicar os moradores.
ÁREA DO 52º DP
Para o capitão Edson Serra, comandante da 2ª Cia. do 51º Batalhão da PM, o Vizinhança Solidária é uma ferramenta importante para que ocorra um aumento na sensação de segurança. “A partir da implantação do programa, os moradores passam a receber uma série de dicas de segurança relacionadas ao modo de ação diante de uma situação suspeita em andamento”, informou.
Segundo ele, os habitantes da determinada rua vão começar a prestar atenção nas características físicas dos possíveis ladrões. Depois vão observar as roupas, cicatrizes ou algum tipo de tatuagem. “Cada detalhe terá valia durante a investigação feita pela Polícia Civil. Ou seja, todos os envolvidos no processo terão respaldo e, certamente, a quantidade de furtos e roubos tenderá a cair”, concluiu Serra.
Atualmente, as ruas atendidas são: Dr. Raul da Rocha Medeiros, Jacinto José de Araújo, Doutor Ernesto Mariano, Jorge Ramos, Cesário Galeno, Icaraí e Luis Ferreira, além do Largo São José do Maranhão. Interessados em saber mais sobre o programa e associar mais ruas ou condomínios podem procurar o capitão direto na Cia., localizada na Rua Dom Andres Lamas, 185.
ÁREA DO 30º DP
O sargento Fabiano Souza Ramos, responsável pela Base Comunitária da Praça Silvio Romero, subordinada à 1ª Cia. do 8º Batalhão da PM, relatou à reportagem que o Programa Vizinhança Solidária faz os vizinhos se interessarem pela realidade um do outro. “O ideia tem como base aquilo que cada um é capaz de fazer em matéria de prevenção.
Quando reunimos os moradores, elegemos um tutor que terá o contato direto com a PM. Enquanto isso, os demais podem seguir transmitindo informações via whatssap, telefone ou pessoalmente”, explicou.

Conforme Ramos, o grupo do aplicativo pode colaborar com fotos, videos e ainda descrever casos rapidamente. “Como a PM tem conseguido responder com rapidez às demandas dos 11 endereços envolvidos no vizinhança, o engajamento das pessoas tem sido maior.
Outro ponto importante são as placas que podem ser instaladas na frente das casas e as faixas esticadas nas vias”, completou. Quem for morador das ruas desta região podem procurar o sargento diretamente na base para obter informações.