Mais uma vez os remédios terão seus preços elevados. Parece até notícia velha, mas não é. Quem precisa fazer seu tratamento, principalmente as pessoas mais idosas, sofre cada vez mais na hora que chega à farmácia. Apesar dos descontos oferecidos por algumas redes, quem trabalhou a vida inteira e hoje está aposentado, por exemplo, não consegue comprar o necessário para o tratamento completo.
Quando isso acontece, o doente corre para o posto de saúde. No entanto, na maior parte das vezes, o medicamento “está em falta”. Nessa hora, o idoso, que dedicou seu tempo a uma empresa ou prestou serviço por 35 anos, em média, percebe que ele vive como o cachorro que corre atrás do rabo, quando faz uma correlação entre o seu salário e o preço dos remédios.
Isso porque a conta não bate. A população está sempre perdendo, enquanto as indústrias químicas têm tanto lucro que conseguem patrocinar até time de futebol. Este é realmente o país dos contrastes. As empresas conseguem comprar espaços de propaganda milionários na televisão, mas não reduzem o custo de seus produtos. Do outro lado, o doente usa sua aposentadoria para pagar os remédios, o plano de saúde e, muitas vezes, sustentar também a família.
Que tipo de droga faz com que o governo federal perca a visão com relação a essa realidade, mas, ao mesmo tempo, perde o efeito quando recai sobre boa parte da população? Não sabemos, mas ela com certeza é poderosa. Diante disso, deveríamos oferecer ao nosso ministro da Saúde, por exemplo, o antídoto “Simancol” 850mg, que poderia ser ingerido em dose única, com validade de quatro anos.
Só assim deixaríamos de ouvir a mesma notícia tantas vezes. E o melhor, faria com que o governo parasse de bancar o esperto sobre as pessoas mais humildes. É uma situação vergonhosa para o Brasil que, em pouco tempo, entrará para o rol de países com mais idosos.
A cada dia vemos alguma novidade com relação aos avanços da medicina. São cirurgias, medicamentos, intervenções menos dolorosas e até pessoas com membros biônicos. Contudo, as pessoas se perguntam: quando isso irá chegar aos pobres mortais? Sim, pois nas propagandas tudo parece muito bonito. As pessoas estão felizes e os hospitais têm enfermeiras, camas e ambientes tão lindos que o paciente parece estar no paraíso.
Vizualizou? Então acorde já que a realidade é bem diferente para a esmagadora maioria dos brasileiros. Os remédios, com preços absurdos, são só a ponta do iceberg. É melhor torcer ou rezar para não ficar doente, pois a verdade é uma só: falta de tudo um pouco. Quando não faltam médicos, o que é difícil, faltam enfermeiros ou os equipamentos para eles trabalharem. Quando tem tudo, voltamos à história do remédio financeiramente inatingível ao paciente.
Por que essas indústrias não investem na infraestrutura de hospitais públicos? Assim a pessoa com menos recurso poderia pelos menos fazer mais exames preventivos e assim, quem sabe, evitar um problema mais grave no futuro. As empresas não deixariam de vender remédios e poderiam, ainda, diversificar seus negócios, criando institutos culturais, de esporte e lazer ou até mesmo casas de repouso, evitando, inclusive, a existência de lugares que mais parecem depósitos de idosos.
Há muitos anos o Brasil é refém das indústrias de medicamentos. E isso só terá um fim quando o governo fiscalizar as leis regulatórias e também propor a elas um plano de investimentos para o Brasil. Não basta explorar e direcionar o lucro para o país de origem. Nós merecemos respeito.