No mês das férias escolares o Tatuapé terá um novo espaço para a soltura de pipas. O primeiro pipódromo municipal da cidade será entregue no dia 1º de julho, no Parque Esportivo dos Trabalhadores Anália Franco (antigo Ceret).
Na última quinta-feira, dia 24, o administrador do parque, Emílio Marchetti, recebeu o organizador do pipódromo, Silvio Voce, para acertar os último detalhes para a inauguração.
De acordo com Voce, a escolha do local do pipódromo levou em consideração, principalmente, a segurança de quem pratica a atividade. “Em São Paulo há cada vez menos locais seguros para a soltura correta de pipas e papagaios. Agora, na Zona Leste, as pessoas terão mais um local agradável, sem fios elétricos, para a prática da atividade”, disse o organizador do pipódromo.
EVENTOS EDUCATIVOS
O pipódromo do parque esportivo será o segundo espaço da cidade dedicado exclusivamente às pipas. O primeiro foi inaugurado em 2000, no Parque Ecológico do Tietê, no Cangaíba, também na Zona Leste.
Segundo o organizador, a partir de 1º de julho o pipódromo do Anália Franco passará a receber eventos bimestrais, com finalidades educativas inclusive. “Serão revoadas educativas, com distribuição de pipas com regras de segurança estampadas, rabiolas, carretéis de linha e sorteio de brindes”, observou Voce, adiantando ainda que o local terá placas informando os munícipes sobre como soltar pipas com segurança.
HISTÓRIA
O hábito de soltar pipas, que cativa adultos e crianças em todo o mundo, é uma tradição milenar. No Brasil, segundo Voce, até a década de 60, a brincadeira era mais segura e familiar. “Havia, sim, a disputa. Quem laçava mais pipas ganhava um certo ‘status’. Os carretéis cheios de linha eram um símbolo das conquistas do pipeiro. Mas o uso do popularmente conhecido cerol ainda não era difundido”, conta.

A partir dos anos 60 porém, segundo Voce, ocorreu no Norte do País e no Estado do Rio de Janeiro a “importação”, de países como Índia, Paquistão e Tailândia, do uso da mistura de cola e pó de vidro nas linhas dos pipas. “A partir daí espalhou-se pelo Brasil esta prática desordenada e perigosa que vemos hoje. Aquele antigo status agora é comprado”, observa.
DE VOLTA ÀS ORIGENS
Para tentar reverter esse processo que causa milhares de acidentes todos os anos, o apreciador das pipas criou a Equipe Silvio Voce Brazilian Kite Team, que busca esclarecer esta história e educar adultos e crianças. A equipe conta com apoio da Eletropaulo na difusão das dicas e avisos de segurança relativos à prática.
No site www.pipas.com.br, o visitante encontra diversos links, com curiosidades, histórias e dicas, além do estatuto com as regras gerais que deverão ser respeitadas no pipódromo do Tatuapé.
No mês de dezembro ainda deverá ser realizado o evento “SP Kite in Night”, uma revoada de pipas noturna, com a temática natalina. “Também está prevista a coleta de brinquedos que serão distribuídos a entidades que auxiliam crianças carentes”, adianta. Mais informações sobre o pipódromo podem ser obtidas pelo telefone da equipe: 5594-1482.