Com a chegada do outono, o uso de aquecedores e ar-condicionado é mais frequente. Para isso, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, que tem como objetivo promover a confiança nas relações de consumo, orienta os consumidores sobre o uso correto destes equipamentos, fornecendo dicas e orientações para o uso consciente e uma compra segura, afinal, o equilíbrio entre conforto, qualidade de vida e consumo de energia elétrica é fundamental para evitar surpresas na hora de pagar a conta.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA AJUDA NA ECONOMIA
Para ajudar no consumo racional de energia no país, o Inmetro criou o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), ferramentas que classificam os eletrodomésticos de acordo com o seu desempenho e a sua eficiência energética, permitindo que o consumidor conheça com precisão o verdadeiro consumo de energia dos produtos e auxilie a decisão na hora da compra. Os plugues dos eletrodomésticos também devem ser certificados e exibir o selo do Inmetro. Equipamentos mais eficientes são mais econômicos para o bolso do consumidor e causam menor impacto ao meio ambiente.
CUSTOS OPERACIONAIS
A principal informação presente na etiqueta dos eletrodomésticos é a classificação de eficiência energética, que é indicada por letras que vão de A até a G. Produtos classificados com a letra A são os mais eficientes. Dependendo do equipamento, essa classificação pode chegar a G para os menos eficientes, como é o caso dos refrigeradores. O consumo de energia apresenta uma estimativa de gasto de energia em kWh (quilowatt-hora), geralmente por mês ou ano, ajudando os consumidores a preverem os custos operacionais.
Considerar informações das etiquetas do Inmetro nos eletrodomésticos é muito importante, mas mudanças sutis de hábito também podem evitar desperdícios e melhorar os gastos com energia elétrica.
DICAS E ORIENTAÇÕES
1 – Antes de comprar o eletrodoméstico, calcule o efeito na economia de energia elétrica;
2 – Multiplique a energia consumida pelo aparelho em kWh pela tarifa de energia praticada em cada localidade. Por exemplo, na capital paulista, a média da tarifa residencial está em R$ 0,63 por kWh. Assim, se o aquecedor ou ar condicionado consome, por exemplo, 600 Kwh por ano, o gasto anual será 600 x 0,63, que resultará em R$ 378 por ano;
3 – Na dúvida entre dois modelos, compare o consumo de ambos e dê preferência ao que consome menos energia. Eventualmente, se esse produto for um pouco mais caro, pode ser que a diferença de preço se pague ao longo dos meses pela economia na conta de luz;
4 – Evite o abre e fecha de portas dos ambientes refrigerados;
5 – Feche as janelas e isole bem o ambiente para que o ar quente não escape;
6 – Cortinas e toldos diminuem a incidência de correntes de ar no ambiente, o que também contribui para o isolamento térmico;
7 – A manutenção preventiva e a utilização adequada do aparelho são fatores cruciais para garantir o desempenho ideal e prolongar a vida útil do seu equipamento. Fazer a limpeza dos filtros regularmente e seguir as instruções do fabricante corretamente evita sobrecarga e desgaste prematuro. Ao adotar essas medidas preventivas, você garante o funcionamento eficiente do seu equipamento por muito mais tempo;
8 – Nunca deixe o aquecedor ligado sem supervisão, principalmente perto de crianças e animais de estimação. Manter a distância de materiais inflamáveis, como cortinas e móveis, também é fundamental para prevenir acidentes;
9 – O Inmetro recomenda manter a temperatura dos aparelhos em 23ºC, resultando em uma rápida estabilização e economizando energia.