A Vicunha Têxtil ainda continua sediada na Rua Ivaí, 207, Tatuapé. Mas não como uma enorme fábrica de tecidos na qual, outrora, atuavam centenas de trabalhadores da região. Nos dias atuais, aquela antiga área é ocupada por seu escritório central e o depósito de seus produtos para as regiões sul e sudeste do País. Se quisermos aplicar um pouco de poesia a este texto, podemos dizer que a Vicunha cresceu e se espalhou por todo o Estado de São Paulo e pelo Brasil, mas seu coração continua vivo e pulsando em terras do Tatuapé.
Como tantas outras empresas, a Vicunha teve um início modesto. Um ano após a Segunda Guerra Mundial, ou seja, 1946, Sam Rabinovich resolve instalar uma pequena tecelagem em São Roque, cidade do interior paulista. A idéia de Sam não era a de fabricar e comercializar tecidos para o mercado, mas a de garantir e aumentar a produção dos guarda-chuvas de sua fábrica Samira.
Em 1948, entra em operação a Fiação e Tecelagem Campo Belo, fundada por Sam. Segundo sua ata de fundação, esta indústria foi criada para “explorar a indústria e o comércio de fibras têxteis em geral, podendo ainda abranger outras atividades intermediárias, congêneres ou afins, que possam vir a consultar seus interesses”. A Campo Belo foi responsável pela introdução dos blends, misturas de fibras naturais, artificiais e sintéticas, contribuindo de forma decisiva para inúmeros avanços nos setores de tinturaria do País.
Faziam parte da empresa, além de Sam Rabinovich, seu irmão Samuel e Alegria Steinbruch, esposa deste. Em 1949, Sam perde em desastre de avião o irmão e a cunhada. Em face do ocorrido, passam a tomar parte na empresa Mendel e Eliezer Steinbruch, irmãos de Alegria. Na ocasião, a empresa é rebatizada com a denominação de Têxtil Elizabeth, uma homenagem à progenitora da cunhada recém-falecida.
A Têxtil Elizabeth foi um marco fundamental na história do Grupo, tendo sido responsável por importantes avanços nos setores de fiação e tecelagem brasileiras. Sob a marca Elizabeth, a empresa destacou-se na produção de malha circular e de tecidos planos, em especial os de nylon (poliamida). Em 1990, a Têxtil Elizabeth era eleita a Empresa do Ano na edição Melhores e Maiores da Revista Exame.
1966 – As famílias Steinbruch e Rabinovich montam uma nova empresa, desta vez em comum: a Cia. Têxtil Brasipel, que começou com instalações e máquinas alugadas. Um ano depois, a Brasipel comprava o Lanifício Varan, na época a maior empresa do setor na América do Sul. Os sócios-proprietários da Brasipel começavam a expandir seus negócios. Com a aquisição do Lanifício Varan, assenhoreavam-se de suas lãs e de suas finas casimiras, que somados aos blends da Campo Belo e aos tergais da Brasipel e da Tecelagem Elizabeth davam-lhes reconhecimento e prestígio nos principais mercados do País. A marca Vicunha, de uma das casimiras do antigo Varan, começa a emergir na época.
1970 – Nessa data, em Fortaleza, associam-se aos grupos cearenses Otoch e Baquit para fundar a Fiação Nordeste do Brasil – Finobrasa. Com o aumento significativo de sua capacidade produtiva, o Grupo ampliou sua participação no mercado interno e passou a disputar o mercado externo.
1972 – Criação da Têxtil RV em parceria com o grupo gaúcho Renner.
1974 – A Vicunha Têxtil adquire as tecelagens Textília e TBT.
1982 – Nessa data a Vicunha anexa ao seu Grupo a Fibra, uma das principais indústrias têxteis do País, pertencente ao grupo italiano Snia-Viscosa. Esta aquisição permite à Vicunha ampliar e verticalizar a produção de fibras artificiais e sintéticas.
1984 – A Vicunha adquire a parte do grupo Renner na principal subsidiária brasileira da marca Lee, fabricante americana de jeans. Nesse mesmo ano amplia seus negócios no Nordeste, criando a Vicunha Nordeste e quatro anos mais tarde a Elizabeth Nordeste, dedicada aos setores de fiação e malharia.
1987 – O Grupo compra a carta-patente da distribuidora de valores Fibrasa e dois anos depois funda o Banco Fibra.
Os anos 90 trariam grandes novidades para a Vicunha.
1992 – funda em Buenos Aires a Brastex, a primeira filial da Vicunha no exterior.
1993 – a Vicunha adquire relevante participação no capital da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), passando a ser a maior acionista individual.
1994 – é firmada a joint venture entre a Fibra e a DuPont para a produção de nylon têxtil.
1996 – O Grupo Vicunha cria a Fibrasil, ao adquirir o controle acionário da Hering Têxtil do Nordeste, a maior fabricante de camisetas de malha. Instalada no município de Paulista, a 16 quilômetros de Recife, esta unidade possui um moderno parque têxtil e ocupa 150 mil m2.
1998 – Fundação da Vicunha United States, fortalecendo a presença do Grupo no mercado americano. No ano seguinte, ainda como parte da estratégia de expansão dos negócios no exterior, funda a Alcapa Import-Export Sarl.
Em 29 de junho de 2001, objetivando reduzir custos, simplificar a administração e dar maior agilidade e rentabilidade econômica, tomaram-se as seguintes medidas:
a) Incorporação das empresas controladas, transformando a área têxtil do Grupo Vicunha em uma única empresa: Vicunha Têxtil S/A.
b) Reestruturação e reorganização das áreas Administrativa, Operacional e Comercial, consolidando-as e adequando-as às novas características operacionais da Sociedade.
Tais decisões fortaleceram a criação de uma identidade corporativa, e fazendo da Vicunha a maior organização têxtil da América Latina nos dias atuais.
2002 – As diversas iniciativas da Vicunha Têxtil no campo social fizeram com que a empresa recebesse o prêmio “Responsabilidade Social Abitfashion 2002”. O projeto “Vicunha Educação” também mereceu o reconhecimento do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Cidadania e da Câmara Brasileira de Comércio Árabe-Brasileira, que premiaram a Vicunha Têxtil com o título “Cidadania Brasil de Exportação”.
Tais prêmios e tal reconhecimento provam que a Vicunha Têxtil não se preocupa somente com a modernização dos seus processos e com a qualidade de seus produtos, mas também com a formação de cidadãos ativos e conscientes de seus direitos e responsabilidades.
Fontes de informações: Robson Togni de Almeida e Rose Costa (do Departamento de Marketing da Vicunha Têxtil S/A) e Revista Espaço Vicunha.
Trabalhei quase 28 anos 17 anos na rua Taquari no Varam e mudamos e fechou ela e 11 anos na rua Ivai na Vicunha , queria muito mesmo me comunicar com a minha encarregada Clarice ela é negra e um amor de pessoa sinto muitas saudades dela , muito humilde mesmo me tratava muito bem. meu telefone caso a encontrem 19 3824 6264 Herminia
Olá, Herminia… Eu tb trabalhei na unidade Taquarí, de 1992 até 1999, na portaria. Com certeza a gente deve ter se “esbarrado” muitas vezes por lá não é mesmo? Abraço!
,Trabalhei no lanificio Varan em1965 tinha apenas 15 anos, trabalhei na retorcedeira ajudante depois maquinista. Sinto uma saudades imensa de tudo amigos chefes ,tempos felizes Varan Rua Lopes Coutinho 315.Muita Saudades!!! Número do meu cartão de ponto éra 907.
A minha sogra entrou na Varan em 51…E a mãe dela já trabalha lá. Ela fala tanto dessa empresa e de como o dono cuidava dos trabalhadores. Assistência, creche dentro da empresa, presentes para os filhos, distribuição de itens da fazenda dele…Ela TB tem muita nostalgia desse tempo.
Trabalhei na unidade v.2 na Lopes coutinho entrei como ajudante, foi maquinista o primeiro bombeiro e sai como técnico de segurança do trabalho, um empresa excelente. Deus seja louvado
Orgulho me … Trabalhei na Unidade Tatuapé -São Paulo entre 84 a 93 foram 9 anos de muito aprendizado. Fui mecânico na área de preparação Urdideira, Engomadeira, Conicaleira e Espuladeiras e depois Tecelagem.. Muito Bom…
Trabalhei na década de 90 tenho orgulho de ter feito parte do quadro de funcionários da vicunha. Tenho muita saudade dos colegas e dessa empresa que me recebeu tão bem. Obrigado vicunha!
Boa tarde fiz parte do grupo vicunha na década de 1990 trabalhei na área de transporte expedição como operador de empilhadeira meu nome Lino Francisco Matos filho sinto saudades daquele tempo que não volta mais sinto orgulho de ter trabalhado numa empresa de alto porte sinto também saudades dos meu companheiros de serviço
Prezado(a) Empresário, Administrador
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seus produtos e serviços no free-classificados?
Porque está dando praticamente os mesmos resultados
que anúnciar nos grandes meios de comunicação
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investimentos astronômicos …
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Surpreenda-se
Trabalhei na unidade v.2 na Lopes coutinho entrei como ajudante, foi maquinista o primeiro bombeiro e sai como técnico de segurança do trabalho, um empresa excelente. Deus seja louvado
Eu também trabalhei nesta empresa, comecei como ajudante,e logo mais maquinista e carregadeira e arreadeira,fui muito feliz,pena que fechou…. hoje só resta saudades